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Ações da Alibaba sobem mais de 11%, a maior subida em dez meses, antes dos resultados
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As ações da Alibaba subiram mais de 11% após a empresa transmitir a analistas que as perdas do negócio de comércio instantâneo estreitaram no trimestre de junho e que a rentabilidade se manteve estável, com a unidade de nuvem a crescer cerca de 45%.
As ações da Alibaba subiram mais de 11% na sessão de quarta-feira, registando a maior valorização diária em cerca de dez meses, depois de a empresa chinesa ter transmitido a analistas sinais de melhoria da rentabilidade no trimestre encerrado em junho.
De acordo com informação divulgada pela empresa numa reunião com analistas anterior à publicação de resultados, as perdas no negócio de comércio instantâneo estreitaram-se no trimestre de junho, enquanto a rentabilidade global se manteve estável. O encontro serviu de principal catalisador para a subida, ao reforçar as expectativas de recuperação do grupo.
O analista do UBS Kenneth Fong referiu que a Alibaba deverá ter registado um crescimento de receitas acompanhado por uma expansão das margens no trimestre, impulsionado sobretudo por um aumento de cerca de 45% nas vendas da sua unidade de computação em nuvem. A maioria dos analistas antecipa uma aceleração do crescimento das receitas na apresentação dos resultados do primeiro trimestre fiscal, prevista para agosto, em larga medida sustentada pela expansão do negócio de inteligência artificial.
A valorização surge poucos dias depois de a Alibaba e a sua associada de processamento de pagamentos terem chegado a um acordo de não-acusação com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no valor de 600 milhões de dólares. O acordo resolve alegações de que as plataformas do grupo não impediram vendas ilegais de produtos farmacêuticos e outros bens proibidos a compradores norte-americanos, e prevê o reforço dos programas de conformidade da empresa.
A Alibaba, um dos maiores grupos de comércio eletrónico e computação em nuvem da China, tem estado sob atenção dos investidores num contexto de aposta acrescida em inteligência artificial e de incerteza regulatória em torno das empresas tecnológicas chinesas cotadas nos mercados norte-americanos.
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