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Ações da PG&E e da Edison International caem após Califórnia chumbar reforma sobre incêndios

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Ações da PG&E e da Edison International caem após Califórnia chumbar reforma sobre incêndios
Foto de Alireza Kazemi no Unsplash

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As ações da PG&E caíram 7,63% e da Edison International recuaram 4,8% após a Califórnia rejeitar a proposta do governador para limitar a responsabilidade das concessionárias de eletricidade em incêndios florestais.

As ações da PG&E Corp. e da Edison International registaram fortes quedas na sexta-feira, depois de legisladores da Califórnia terem rejeitado a proposta do governador Gavin Newsom para limitar a responsabilidade financeira das concessionárias de eletricidade em casos de incêndios florestais provocados pelos seus equipamentos, segundo a Benzinga e a Investing.com.

A proposta previa acabar com o mecanismo de sub-rogação, que permite às seguradoras recuperar junto das concessionárias os montantes pagos a clientes por danos associados a incêndios de origem elétrica. Líderes legislativos da Assembleia e do Senado estadual rejeitaram formalmente a medida, depois de responsáveis do setor segurador terem alertado que a transferência de responsabilidade para as seguradoras faria disparar os prémios dos seguros de propriedade em todo o estado, de acordo com um memorando interno do gabinete do governador citado pela Benzinga.

A rejeição mantém o statu quo e deixa o Fundo de Incêndios Florestais da Califórnia, financiado pelos consumidores e avaliado em 21 mil milhões de dólares, exposto a futuras ações judiciais de sub-rogação. As ações da PG&E caíram 7,63%, para 16,58 dólares, na sessão de sexta-feira, enquanto os títulos da Edison International recuaram cerca de 4,8%, segundo dados de mercado citados pela imprensa financeira norte-americana.

A decisão surgiu dias antes do prazo de 31 de agosto para o encerramento da sessão legislativa estadual. Casas de investimento como a Wells Fargo, o BMO Capital Markets e a Mizuho cortaram recomendações e preços-alvo para a PG&E e a Edison International na sequência do desfecho, citando a incerteza prolongada sobre a exposição das duas empresas a futuras indemnizações por incêndios. Os legisladores mantêm, ainda assim, propostas mais limitadas em discussão, incluindo a proibição de bónus a administradores executivos de concessionárias cujos equipamentos causem incêndios e a criação de um mecanismo de pagamento rápido a vítimas.

Perguntas frequentes

Qual foi a proposta do governador Gavin Newsom que foi rejeitada?

A proposta previa acabar com o mecanismo de sub-rogação, que permite às seguradoras recuperar junto das concessionárias os montantes pagos a clientes por danos associados a incêndios de origem elétrica. Isto limitaria a responsabilidade financeira das concessionárias em casos de incêndios florestais provocados pelos seus equipamentos.

Porque é que a rejeição afeta o Fundo de Incêndios Florestais da Califórnia?

A rejeição mantém o statu quo e deixa o Fundo, financiado pelos consumidores e avaliado em 21 mil milhões de dólares, exposto a futuras ações judiciais de sub-rogação das seguradoras contra as concessionárias.

O que disseram as casas de investimento após a decisão?

Casas como Wells Fargo, BMO Capital Markets e Mizuho cortaram recomendações e preços-alvo para ambas as empresas, citando a incerteza prolongada sobre a exposição a futuras indemnizações por incêndios.

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