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Fornecedores chineses de terras raras suspendem envios para os EUA a três semanas da visita de Xi a Washington

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Fornecedores chineses de terras raras suspendem envios para os EUA a três semanas da visita de Xi a Washington
Foto de Dominik Vanyi no Unsplash

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Segundo a Reuters, vários fornecedores chineses de terras raras deixaram de enviar material para empresas dos EUA desde agosto, quando a China sancionou a Responsible Business Alliance. O tema entra na agenda da visita de Xi Jinping a Washington, a 24 de setembro. Ações como USA Rare Earth e MP Materials subiram no pré-mercado.

Alguns fornecedores chineses de terras raras estão a recusar enviar material para clientes nos Estados Unidos por receio de represálias de Pequim, segundo uma notícia da Reuters publicada esta sexta-feira, 4 de setembro, que cita três fontes com conhecimento do assunto. A informação surge a cerca de três semanas da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, marcada para 24 de setembro.

De acordo com a agência, um pequeno grupo de fornecedores deixou de expedir terras raras para empresas norte-americanas desde o início de agosto, altura em que a China impôs sanções à Responsible Business Alliance (RBA), uma entidade de monitorização de cadeias de abastecimento sediada nos EUA. As empresas chinesas temem ser penalizadas por Pequim caso cumpram os requisitos de auditoria da Responsible Minerals Initiative, um programa ligado à RBA. Outras companhias já tinham interrompido envios nos últimos meses para evitar envolvimento em disputas geopolíticas, segundo duas outras fontes citadas.

A Reuters indicou não ter conseguido apurar o número total de fornecedores que recusaram expedições destinadas a clientes norte-americanos. Um responsável da administração dos EUA, sob anonimato, afirmou que Washington continua a pressionar Pequim para cumprir os compromissos assumidos nos encontros de Busan e Pequim no último ano, que previam a fluidez na atribuição de licenças de exportação.

Segundo dados aduaneiros chineses citados na notícia, as exportações de ítrio para os EUA aumentaram este ano, mas permanecem em cerca de metade dos níveis de 2024. Algumas empresas norte-americanas esperam há mais de seis meses por licenças de exportação. Os preços de materiais críticos como o ítrio, o fosforeto de índio e o tungsténio, usados nos setores aeroespacial, de defesa e de semicondutores, mantêm-se perto de máximos históricos.

Nos mercados, a notícia impulsionou as cotadas do setor no pré-abertura de Wall Street. Segundo a CNBC, a USA Rare Earth e a Critical Metals subiam cerca de 4%, enquanto a MP Materials e a Energy Fuels avançavam perto de 3%. Uma analista da Rhodium Group citada pela Reuters considerou provável que Pequim alivie alguns controlos em torno da cimeira, de forma a contrariar as acusações norte-americanas de incumprimento da trégua comercial.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que o país está empenhado em manter as cadeias globais de abastecimento de minerais críticos. O Tesouro dos EUA, o Representante do Comércio e o Ministério do Comércio chinês não responderam aos pedidos de comentário da Reuters.

Perguntas frequentes

Porque é que os fornecedores chineses estão a suspender envios de terras raras para os EUA?

Segundo a Reuters, temem represálias de Pequim caso cumpram os requisitos de auditoria da Responsible Minerals Initiative, ligada à Responsible Business Alliance, entidade sancionada pela China em agosto.

Que empresas cotadas foram afetadas pela notícia?

De acordo com a CNBC, USA Rare Earth e Critical Metals subiram cerca de 4% no pré-mercado, e MP Materials e Energy Fuels avançaram perto de 3%.

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