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Oferta pública da GSK sobre a Nuvalent expira esta terça-feira num negócio de 10,6 mil milhões de dólares

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Oferta pública da GSK sobre a Nuvalent expira esta terça-feira num negócio de 10,6 mil milhões de dólares
Foto de Louis Reed no Unsplash

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A GSK lançou uma oferta pública para adquirir a Nuvalent a 124 dólares por ação, em dinheiro, avaliando a biotecnológica em 10,6 mil milhões de dólares. O prazo da oferta expira a 14 de julho de 2026. A conclusão está prevista para o terceiro trimestre, sujeita a condições, incluindo aprovação antitrust.

A oferta pública de aquisição lançada pela GSK sobre a totalidade do capital da Nuvalent expira à meia-noite desta terça-feira, 14 de julho, hora da costa leste dos Estados Unidos, marcando a fase final da maior compra da farmacêutica britânica em mais de oito anos.

Segundo os documentos submetidos à Securities and Exchange Commission (SEC), a Harmony Row Acquisition Co., subsidiária detida a 100% pela GlaxoSmithKline LLC, propõe-se adquirir todas as ações de Classe A e de Classe B em circulação da Nuvalent ao preço de 124 dólares por ação, em dinheiro. A operação avalia a biotecnológica sediada em Boston em cerca de 10,6 mil milhões de dólares. Líquido da tesouraria adquirida, a GSK estima o investimento agregado em aproximadamente 9,4 mil milhões de dólares, financiado sobretudo por dívida.

O acordo foi anunciado a 9 de junho e representou um prémio de cerca de 40% face à cotação de fecho anterior da Nuvalent, que disparou perto de 39% na sessão seguinte. O conselho de administração da Nuvalent recomendou por unanimidade aos acionistas que aceitem a oferta.

A GSK justifica a compra com o reforço da carteira de oncologia de precisão. A Nuvalent desenvolve o zidesamtinib e o neladalkib, inibidores de ROS1 e de ALK em fase avançada de ensaios para cancro do pulmão de não pequenas células, além de um inibidor de HER2 e de um conjunto mais alargado de programas pré-clínicos. Trata-se da primeira aquisição de dimensão relevante sob a liderança do presidente executivo Luke Miels.

O contexto é o da chamada perda de exclusividade: a GSK enfrenta a expiração da patente do dolutegravir, o seu antirretroviral de maior peso, com erosão de receitas prevista entre 2028 e 2030. A compra da Nuvalent insere-se na estratégia de substituir essas receitas por ativos oncológicos.

A oferta não está sujeita a condição de financiamento, mas depende, entre outras condições, de um número mínimo de ações entregues e do decurso do prazo de análise ao abrigo da lei antitrust Hart-Scott-Rodino. A conclusão da operação está prevista para o terceiro trimestre de 2026.

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