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Ouro recupera acima dos 4.400 dólares com recuo do dólar e dos juros das Treasuries

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Ouro recupera acima dos 4.400 dólares com recuo do dólar e dos juros das Treasuries
Foto de Jingming Pan no Unsplash

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O ouro subiu acima dos 4.400 dólares por onça a 3 de setembro, recuperando de um mínimo de quase quatro semanas perto dos 4.282 dólares. O movimento foi impulsionado pelo recuo do dólar e dos juros das Treasuries, após dados fracos de emprego ADP, apesar de os mercados manterem cerca de 62% de probabilidade de uma subida de juros da Fed em setembro.

O ouro voltou a negociar acima dos 4.400 dólares por onça esta quinta-feira, 3 de setembro, prolongando pelo segundo dia consecutivo a recuperação iniciada na véspera a partir de um mínimo de quase quatro semanas, em torno dos 4.282 dólares. Segundo a FXStreet e a Investing.com, o movimento é sustentado pelo recuo dos juros da dívida norte-americana e pelo enfraquecimento do dólar.

A subida surge depois de uma semana negativa para o metal precioso, pressionado pela escalada das taxas de juro da dívida pública em várias economias. O juro das Treasuries a 10 anos ultrapassou na terça-feira os 4,8%, um nível que não era visto há quase três anos, e o retrocesso parcial dessa subida deu algum alívio ao ouro, um ativo que não paga juros.

Dados de emprego e declarações da Fed

De acordo com a Investing.com, o dólar perdeu terreno após o relatório ADP de quarta-feira, que apontou para a criação de apenas 38 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA em agosto, o valor mais baixo desde janeiro. Contribuíram também declarações do presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, John Williams, que afirmou existirem sinais de que a inflação continua a abrandar à medida que o impacto das tarifas se dissipa.

Apesar disso, os mercados continuam a atribuir uma probabilidade elevada a uma subida das taxas de juro por parte da Fed. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, citada pela FXStreet, os investidores atribuem cerca de 62% de probabilidade a um aumento das taxas na reunião de 15 e 16 de setembro, uma expectativa reforçada pelas declarações do presidente da Fed, Kevin Warsh, na passada sexta-feira.

Petróleo e tensão geopolítica

A subida dos preços da energia, associada ao agravamento da tensão entre os Estados Unidos e o Irão e aos confrontos no Estreito de Ormuz, mantém vivas as preocupações com a inflação e pode limitar a correção do dólar, o que, segundo os analistas citados pela FXStreet, tende a travar ganhos adicionais do ouro. O petróleo negoceia perto do nível mais elevado desde 24 de julho.

O próximo teste para o metal precioso é o relatório oficial de emprego dos EUA de agosto, que será divulgado na sexta-feira e que os investidores vão analisar em busca de pistas sobre a decisão da Fed.

Perguntas frequentes

Porque subiu o ouro esta quinta-feira?

Segundo a FXStreet e a Investing.com, a subida deve-se ao recuo do dólar e dos juros das Treasuries, após um relatório ADP fraco e declarações de John Williams, da Fed de Nova Iorque, sobre o abrandamento da inflação.

Qual é a probabilidade de a Fed subir juros em setembro?

Cerca de 62%, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group citada pela FXStreet, para a reunião de 15 e 16 de setembro.

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