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Preços no produtor nos EUA sobem 0,4% em agosto impulsionados pela energia; Wall Street abre em queda e juros a 10 anos aproximam-se de 4,9%
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O índice de preços no produtor dos EUA subiu 0,4% em agosto, em linha com o esperado, e 5,4% em termos homólogos, segundo o BLS. A energia, que avançou 4,2%, explicou a maior parte da subida. As ações abriram em queda e a rendibilidade a 10 anos aproximou-se de 4,93%.
O índice de preços no produtor (PPI) dos Estados Unidos subiu 0,4% em agosto face a julho, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Bureau of Labor Statistics (BLS). O valor coincidiu com as estimativas dos analistas, mas confirma uma aceleração face aos meses anteriores: em julho os preços no produtor tinham subido 0,1% e em junho tinham recuado 0,1%.
Em termos homólogos, e sem ajustamento sazonal, o índice de procura final avançou 5,4% nos doze meses terminados em agosto, segundo o BLS. A leitura anual ficou 0,1 pontos percentuais acima do esperado, de acordo com a CNBC, e mantém-se claramente afastada da meta de inflação de 2% da Reserva Federal.
A subida mensal foi sobretudo explicada pelos bens. O índice de bens de procura final avançou 1,1% em agosto, depois de duas descidas consecutivas, e mais de três quartos desse aumento resultaram dos preços da energia, que subiram 4,2%, indicou o BLS. Os preços dos serviços de procura final aumentaram apenas 0,1%. Excluindo alimentação e energia, o PPI subjacente subiu 0,2%, abaixo dos 0,3% previstos, segundo a CNBC. A medida que exclui alimentação, energia e serviços de comércio avançou 0,3%, depois de 0,4% em julho.
O contexto energético ajuda a explicar o resultado. O petróleo Brent voltou a superar os 100 dólares por barril esta semana pela primeira vez desde maio, com a escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irão e as perturbações no Golfo, segundo a Investing.com.
Os mercados reagiram em baixa. De acordo com a Investing.com, as ações norte-americanas abriram em queda e as obrigações do Tesouro recuaram após a divulgação do relatório. A rendibilidade das obrigações a 10 anos aproximou-se dos 4,93%, um máximo de vários anos, enquanto o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq cediam cerca de 0,4% no início da sessão.
O relatório de preços no produtor surge um dia antes da publicação do índice de preços no consumidor (CPI) de agosto, prevista para sexta-feira, e a menos de uma semana da próxima reunião de política monetária da Reserva Federal. Os dois indicadores serão determinantes para a decisão sobre as taxas de juro, num momento em que os investidores acompanham o impacto da subida do petróleo na inflação.
Perguntas frequentes
Quanto subiu o PPI dos EUA em agosto de 2026?
O índice de preços no produtor de procura final subiu 0,4% face a julho e 5,4% em termos homólogos, segundo o Bureau of Labor Statistics.
O que explicou a subida do PPI em agosto?
Os bens subiram 1,1%, e mais de três quartos desse aumento veio da energia, que avançou 4,2%. Os serviços subiram apenas 0,1%.
O que se segue depois do PPI?
O índice de preços no consumidor de agosto é divulgado na sexta-feira e a Reserva Federal reúne-se na semana seguinte para decidir sobre as taxas de juro.
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