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Tesouro dos EUA duplica recompras de dívida de longo prazo e juros recuam dos máximos

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Tesouro dos EUA duplica recompras de dívida de longo prazo e juros recuam dos máximos
Foto de Timis Alexandra no Unsplash

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O Tesouro dos Estados Unidos anunciou a 19 de agosto de 2026 que vai pelo menos duplicar o limite das operações de recompra de dívida de longo prazo, de 2 mil milhões para pelo menos 4 mil milhões de dólares por operação, nos segmentos dos 10 aos 30 anos, entre 9 de setembro e 4 de novembro. Os juros recuaram dos máximos.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou esta quarta-feira que vai pelo menos duplicar a dimensão máxima das suas operações de recompra de dívida destinadas a apoiar a liquidez nos prazos mais longos. O limite por operação passa de 2 mil milhões de dólares para pelo menos 4 mil milhões, segundo o comunicado do Tesouro.

De acordo com a CNBC, a alteração abrange os segmentos dos 10 aos 20 anos e dos 20 aos 30 anos, entra em vigor a 9 de setembro e mantém-se até 4 de novembro de 2026. As operações de recompra do Tesouro têm como finalidade declarada apoiar a liquidez do mercado de dívida pública, permitindo que o emitente readquira títulos mais antigos e menos transacionados.

O anúncio surge depois de vários dias de pressão no mercado obrigacionista. Na terça-feira, a taxa de juro das obrigações do Tesouro americano a 30 anos tinha atingido o valor mais elevado desde 2007, segundo dados de mercado citados pela CNBC e pela TheStreet, num movimento que penalizou as ações e, em particular, os setores mais sensíveis às taxas de juro.

A reação foi imediata. Os juros da dívida de prazo mais longo recuaram dos máximos de várias décadas após o anúncio, com a Bloomberg a descrever uma recuperação dos títulos de maturidade mais longa. Nos mercados acionistas, o índice Dow Jones subiu cerca de 230 pontos na sequência da notícia, segundo a Quartz.

A medida é apresentada como uma intervenção técnica de gestão de dívida e não como uma decisão de política monetária, que compete à Reserva Federal. Os investidores mantêm o foco nas atas da última reunião do banco central e no simpósio de Jackson Hole, que decorre esta semana e é habitualmente usado para sinalizar a orientação futura da política monetária norte-americana.

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