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Airbus mais do que duplica lucro no segundo trimestre com aumento das entregas de aviões

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Airbus mais do que duplica lucro no segundo trimestre com aumento das entregas de aviões
Foto de Alexander Van Steenberge no Unsplash

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A Airbus registou um lucro líquido de 1.657 milhões de euros no segundo trimestre de 2026, mais do dobro dos 732 milhões do ano anterior, com vendas a subirem 28% para 20,5 mil milhões de euros. A fabricante manteve a meta de cerca de 870 entregas de aviões comerciais em 2026.

A Airbus mais do que duplicou o lucro no segundo trimestre de 2026, impulsionada por um aumento das entregas de aeronaves comerciais, e manteve as previsões para o conjunto do ano. A fabricante europeia divulgou vendas de 20.525 milhões de euros no período, face aos 16.068 milhões de euros registados no mesmo trimestre do ano anterior, um crescimento de cerca de 28%.

O resultado líquido subiu para 1.657 milhões de euros, mais do dobro dos 732 milhões de euros do segundo trimestre de 2025. O EBIT ajustado, indicador que exclui elementos extraordinários, aumentou 54%, para 2.430 milhões de euros, enquanto o EBIT reportado mais do que duplicou, para 2.520 milhões de euros, segundo a empresa.

O desempenho refletiu sobretudo o ritmo de entregas. A Airbus entregou 351 aeronaves comerciais na primeira metade do ano, com a maioria a concentrar-se no segundo trimestre. A fabricante manteve o objetivo de aproximadamente 870 entregas de aviões comerciais em 2026, bem como as restantes metas financeiras anunciadas anteriormente.

O grupo com sede em Toulouse enfrenta há vários trimestres constrangimentos na cadeia de abastecimento, incluindo limitações na disponibilidade de motores e de outros componentes, que condicionaram o cumprimento das metas de produção. A recuperação do ritmo de entregas no segundo trimestre sugere um alívio dessas pressões, embora a empresa não tenha revisto em alta as suas projeções.

Os resultados da Airbus surgem num contexto de forte procura por aviões comerciais, com as companhias aéreas a renovarem frotas para reduzir consumo de combustível e emissões. A concorrente norte-americana Boeing, que também apresentou contas esta semana, tem procurado recuperar da crise de produção e de certificação que afetou os modelos 737 MAX e 787.

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