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Atas da Reserva Federal em foco esta quarta-feira, no primeiro registo da era Warsh

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Atas da Reserva Federal em foco esta quarta-feira, no primeiro registo da era Warsh
Foto de Giorgio Trovato no Unsplash

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As atas da reunião de junho da Reserva Federal, divulgadas a 8 de julho, são o primeiro registo detalhado das deliberações sob a presidência de Kevin Warsh. O FOMC manteve a taxa dos fundos federais em 3,50%-3,75%, com comunicado encurtado e sem orientação futura.

A Reserva Federal dos Estados Unidos divulga na quarta-feira, 8 de julho, as atas da reunião de política monetária de junho, um documento que os investidores aguardam com particular atenção por ser o primeiro registo detalhado das deliberações desde a chegada de Kevin Warsh à presidência do banco central.

Na reunião de 17 de junho, o Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) decidiu, por unanimidade, manter a taxa dos fundos federais no intervalo de 3,50% a 3,75%. O comunicado então divulgado foi encurtado para cerca de 130 palavras, face aos mais de 300 habituais em reuniões anteriores, e Warsh justificou a ausência de orientação futura (forward guidance) por considerá-la, segundo as suas palavras, "pouco adequada à atual conjuntura de política monetária". As atas deverão dar uma leitura mais próxima das discussões que estiveram por trás dessa decisão.

De acordo com as projeções económicas publicadas em junho, todos os responsáveis, com exceção de um, anteciparam que as taxas de juro se mantenham nos níveis atuais ou subam até ao final de 2026. Nove dos 18 participantes sinalizaram apoio a taxas mais altas este ano, seis dos quais a dois aumentos de um quarto de ponto. Warsh, que se tem mostrado crítico das previsões dos bancos centrais, optou por não submeter a sua própria projeção no gráfico de pontos.

O enquadramento é de inflação persistente: os preços no consumidor subiram 4,2% em maio face ao ano anterior, o maior aumento anual desde abril de 2023. Ainda assim, as expectativas de uma subida de taxas na próxima reunião recuaram após dados fracos do mercado de trabalho — a criação de emprego não agrícola em junho ficou-se pelos 57.000 postos, bem abaixo dos cerca de 117.000 estimados. Os investidores procurarão nas atas pistas sobre o próximo passo do banco central.

Perguntas frequentes

O que muda com Kevin Warsh na presidência da Reserva Federal?

Warsh trouxe uma abordagem diferente, reduzindo significativamente o comunicado da reunião de junho (de mais de 300 para cerca de 130 palavras) e eliminando a orientação futura, que considerava inadequada à atual situação. Também se recusou a submeter a sua própria projeção no gráfico de pontos, mostrando ceticismo relativamente às previsões dos bancos centrais.

Porque é que a inflação continua a ser importante para a Reserva Federal?

Em maio, os preços no consumidor subiram 4,2% face ao ano anterior, o maior aumento anual desde abril de 2023. Esta inflação persistente influencia as decisões sobre taxas de juro, apesar de dados fracos do mercado de trabalho sugerirem cautela.

Há perspetiva de subidas de taxas nos próximos meses?

Nove dos 18 participantes sinalizaram apoio a taxas mais altas em 2026, com seis a favorecerem dois aumentos de um quarto de ponto. Contudo, a fraca criação de emprego em junho (57.000 postos) reduziu as expectativas de uma subida na próxima reunião.

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