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Mercados hoje: Amazon dispara, Coreia bate recorde e a Fed trava. O resumo do dia

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Mercados hoje: Amazon dispara, Coreia bate recorde e a Fed trava. O resumo do dia
Foto de Foto: Joe Mabel via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) no Unsplash

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A sessão de 31 de julho de 2026 foi de tecnologia. A Amazon disparou cerca de 10% depois de a AWS crescer 37% e puxou Wall Street para cima. Na Ásia, a Coreia do Sul viveu o maior dia de sempre, com o KOSPI a subir 17,9%. A Apple caiu apesar de bater estimativas.

Sexta-feira fechou o mês de julho com um dia raro nos mercados. Nos Estados Unidos e na Ásia, foi a mesma força a puxar tudo para cima: os resultados das gigantes da cloud e da inteligência artificial. Na Europa, o dia foi mais morno. E a Fed continua a pairar sobre tudo.

Aqui fica o resumo do que aconteceu, por ordem de importância. 👇

1. A Amazon dispara e puxa Wall Street 💸

A notícia do dia veio da Amazon. A empresa apresentou os resultados do segundo trimestre depois do fecho de quinta e o mercado reagiu em euforia.

As receitas chegaram a 200,6 mil milhões de dólares, acima dos cerca de 196 mil milhões que os analistas esperavam. O lucro por ação foi de 5,75 dólares.

O que entusiasmou mesmo foi a AWS, o negócio de cloud. Cresceu 36,7% face ao ano anterior, para 42,2 mil milhões. É o crescimento mais rápido em 18 trimestres.

Porque é que isto importa? A AWS é a máquina de lucro da Amazon e um barómetro da procura por infraestrutura de IA. Quando cresce a este ritmo, o mercado lê isso como sinal de que o investimento em IA continua a gerar receita real. A ação subiu perto de 10% e sozinha explicou boa parte da subida dos índices americanos.

A empresa também elevou o investimento previsto para 2026, de 200 para cerca de 220 mil milhões de dólares. É uma aposta pesada em capacidade.

2. A Coreia do Sul vive o maior dia de sempre 🎯

Se há número para guardar, é este: o KOSPI, o índice de referência da Coreia do Sul, subiu 17,9% num único dia. É o maior salto diário da sua história.

O motor foram os chips. A Samsung disparou perto de 27% e a SK Hynix bateu o limite diário, com quase 30% de subida. Os bons resultados da Microsoft e da Amazon acalmaram os receios sobre o gasto em IA e reacenderam o apetite pelos fabricantes de memória.

Contexto importante: este salto veio depois de uma semana negra. O índice tinha afundado dias antes e chegou a acumular uma queda enorme face ao pico de junho. Ou seja, foi tanto recuperação como euforia. Movimentos destes, para os dois lados, são sinal de volatilidade elevada, não de calma.

3. O Japão segue a onda dos semicondutores

No Japão, o Nikkei 225 subiu cerca de 4%, para perto dos 64.400 pontos. A mesma história: semicondutores e IA.

Os ganhos foram liderados pela SoftBank, que bateu o limite de subida, e pela Advantest, que disparou depois de rever em alta as previsões de lucro, com a procura por equipamento de teste de chips de IA a acelerar. A Tokyo Electron também ajudou.

4. A Apple bate estimativas… e cai

Nem tudo foram foguetes na tecnologia. A Apple apresentou resultados na quinta e o cenário foi curioso: números acima do esperado, ação a cair.

A receita foi recorde para um trimestre de junho, 109,4 mil milhões de dólares, com o iPhone a crescer mais de 20%. Mesmo assim, a ação caiu mais de 6% no after-hours.

Porquê? O mercado focou-se no que vem a seguir. Os serviços ficaram abaixo do esperado, a receita na China desiludiu e a empresa deu uma orientação fraca para o trimestre atual, falando em constrangimentos de oferta. Bons resultados nem sempre chegam quando as expectativas já estavam altas.

5. A Fed mantém os juros, mas com tom duro

No pano de fundo está a Reserva Federal. Na quarta-feira, manteve os juros no intervalo de 3,50% a 3,75%, como se esperava. A surpresa foi o tom.

Três membros votaram a favor de subir os juros, preocupados com uma inflação que continua acima da meta. Um sinal mais agressivo do que o mercado gostaria.

O resultado sentiu-se nas obrigações. A yield dos títulos americanos a 10 anos subiu para perto de 4,62%, ao pé dos máximos do ano. Juros mais altos durante mais tempo pesam sobre as ações, sobretudo as de crescimento. Na quarta, o Dow chegou a cair mais de 1.000 pontos por causa disto. Sexta, o mercado preferiu olhar para a Amazon.

6. A Europa trava depois de tocar máximos

Na Europa, o dia foi anti-climático. O STOXX 600 chegou a bater um máximo histórico durante a manhã, mas perdeu força e fechou praticamente na mesma, com uma ligeira queda de 0,1%.

Uma semana carregada de resultados, a decisão da Fed e as tensões no Médio Oriente deixaram os investidores europeus mais cautelosos.

Fecho dos principais índices

Índice Região Fecho Variação
S&P 500 EUA 7.489,72 +0,7%
Nasdaq Composite EUA 25.373,85 +1,0%
Dow Jones EUA 52.485,03 +0,53%
STOXX 600 Europa 649,19 -0,1%
Nikkei 225 Japão 64.362,02 +4,0%
Hang Seng Hong Kong 25.884,43 +0,1%
Shanghai Composite China 3.832,26 +0,72%
KOSPI Coreia do Sul 6.595,45 +17,9%

O que fica no radar 🗓️

A próxima semana traz o relatório de emprego nos Estados Unidos, um dos dados que mais mexe com as expectativas sobre juros. Com a Fed a mostrar-se dividida, cada número de inflação e de emprego ganha peso extra.

A temporada de resultados continua, embora as maiores tecnológicas já tenham reportado. E os olhos vão estar nas yields americanas: se continuarem a subir, podem voltar a testar o ânimo das bolsas. Na Ásia, fica por ver se o rali dos chips aguenta ou se foi só um dia de recuperação depois da queda.

Nota: os valores acima são fechos de sessão e podem variar ligeiramente conforme a fonte. Isto é conteúdo informativo, não é aconselhamento financeiro.

Perguntas frequentes

Porque é que a Amazon subiu tanto?

Porque a AWS, o negócio de cloud, cresceu 36,7% no trimestre, o ritmo mais rápido em 18 trimestres, e as receitas totais ficaram acima do esperado. O mercado leu isso como sinal de que o investimento em IA continua a gerar receita real.

Porque é que a Apple caiu se bateu as estimativas?

A ação caiu porque os investidores se focaram na orientação fraca para o trimestre seguinte, nos serviços abaixo do esperado e numa receita na China aquém das previsões, apesar de o trimestre reportado ter batido as estimativas.

O que é o KOSPI e porque subiu 17,9%?

É o principal índice da bolsa da Coreia do Sul. Subiu com o rali dos fabricantes de chips, como a Samsung e a SK Hynix, depois de bons resultados da Microsoft e da Amazon, e após uma forte queda nos dias anteriores.

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