S&P 500741,99-0,17%NASDAQ 100696,50+0,17%Dow Jones517,67-0,60%Bitcoin65 095,99+0,58%
HugoMoneyClub

Notícias do dia

Autoridade da Concorrência francesa vai analisar a venda da SFR por 20,35 mil milhões de euros

3 min de leitura
Partilhar
Autoridade da Concorrência francesa vai analisar a venda da SFR por 20,35 mil milhões de euros
Foto de Xuehuai He no Unsplash

Resposta rápida

A Autoridade da Concorrência francesa vai analisar a compra da operadora SFR, da Altice France, por um consórcio de Orange, Bouygues Telecom e Iliad, num negócio de 20,35 mil milhões de euros que reduz de quatro para três os operadores com rede própria em França. A conclusão só é esperada na segunda metade de 2027.

A compra da operadora de telecomunicações SFR por um consórcio formado pela Orange, Bouygues Telecom e Iliad, num negócio avaliado em 20,35 mil milhões de euros (cerca de 23,4 mil milhões de dólares), vai ser examinada pela Autoridade da Concorrência francesa, confirmou-se em meados de julho, segundo fontes citadas pela Reuters.

O acordo prevê o desmembramento da SFR, atualmente detida pela Altice France, do empresário Patrick Drahi, e a sua repartição pelos três principais concorrentes do mercado francês. De acordo com os termos divulgados, a Bouygues fica com cerca de 42% do valor, incluindo o negócio empresarial; a Iliad assume 31%, sobretudo a base de clientes de gama económica e parte do espetro; e a Orange fica com os restantes 27%, incluindo clientes de segmento mais elevado e espetro adicional.

A operação reduziria de quatro para três o número de operadores com rede própria em França, uma alteração estrutural que costuma merecer escrutínio regulatório. A revisão pela autoridade da concorrência é apresentada pelas partes como um dos principais obstáculos à concretização do negócio, a par da necessidade de aprovação sindical.

As empresas assinaram um memorando de entendimento com a Altice France no início de junho de 2026. Segundo o calendário indicado, a assinatura dos documentos legais definitivos está prevista para a segunda metade de 2026, enquanto a conclusão da transação só deverá ocorrer na segunda metade de 2027, após obtenção das autorizações das autoridades competentes.

O consórcio tem defendido o negócio com argumentos de escala e de soberania tecnológica, sustentando que a consolidação permitiria maior capacidade de investimento em infraestruturas. A decisão da Autoridade da Concorrência será determinante para o desfecho de uma das maiores operações do setor das telecomunicações na Europa.

Newsletter

Recebe os melhores artigos sobre dinheiro.

Sem spam. Só conteúdo útil, no contexto português. Cancelas quando quiseres.

Não percas o próximo artigo

Ativa as notificações e avisamos-te assim que publicarmos algo novo. Sem email, sem spam.

Partilhar

Mais sobre Notícias do dia