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BCE deverá manter juros na reunião de 23 de julho após subida de junho

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BCE deverá manter juros na reunião de 23 de julho após subida de junho
Foto de Eric Prouzet no Unsplash

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Os mercados atribuem uma probabilidade entre 88% e 98% a que o BCE mantenha as taxas de juro na reunião de 23 de julho, após ter subido as três taxas diretoras em 25 pontos base em junho, colocando a facilidade de depósito em 2,25%. A decisão é anunciada às 13h45 de Frankfurt.

O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) reúne-se na quinta-feira, 23 de julho, e os mercados atribuem uma probabilidade elevada à manutenção das taxas de juro diretoras, depois da subida decidida no mês anterior. Segundo dados de mercado citados por várias casas de análise, a probabilidade de as taxas ficarem inalteradas ronda os 88% a 98%.

Na reunião de junho, o BCE elevou as três taxas diretoras em 25 pontos base. A taxa da facilidade de depósito passou para 2,25%, a das operações principais de refinanciamento para 2,40% e a da facilidade permanente de cedência de liquidez para 2,65%, com efeitos a partir de 17 de junho, de acordo com o comunicado oficial da instituição. O banco central justificou a decisão com as pressões inflacionistas geradas pelo conflito no Médio Oriente, indicando que a subida se mostrava robusta num conjunto alargado de cenários sobre a evolução do choque.

A reunião de julho não é uma reunião de projeções, o que, segundo analistas, eleva o limiar necessário para uma nova alteração de política. Sem novas previsões macroeconómicas para ancorar uma mudança, qualquer subida adicional teria de ser justificada apenas com base na comunicação, um cenário considerado menos provável pelos mercados nesta fase.

A decisão será anunciada às 13h45 de Frankfurt, seguida da conferência de imprensa da presidente do BCE, Christine Lagarde, às 14h30, onde se esperam sinais sobre a trajetória futura das taxas. Os investidores acompanharão sobretudo a leitura do banco central sobre a inflação e o impacto da subida dos preços da energia, num contexto de tensões geopolíticas que continuam a condicionar as perspetivas para a economia da zona euro.

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