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BP antecipa imparidades até mil milhões de dólares e produção mais fraca no segundo trimestre

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BP antecipa imparidades até mil milhões de dólares e produção mais fraca no segundo trimestre
Foto de Sven Piper no Unsplash

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A BP antecipou imparidades pós-impostos de cerca de 0,5 a mil milhões de dólares no segundo trimestre de 2026, sobretudo na divisão de gás e baixo carbono, além de uma quebra da produção upstream para 2,17 a 2,22 milhões de barris diários. A dívida líquida deverá recuar para 22 a 23 mil milhões de dólares.

A BP antecipou esta terça-feira, na sua atualização de negociação relativa ao segundo trimestre de 2026, o registo de imparidades e uma quebra da produção de petróleo e gás, ao mesmo tempo que confirmou uma redução da dívida líquida. A comunicação surge num período marcado pela subida acentuada dos preços do petróleo, impulsionada pela escalada entre os Estados Unidos e o Irão.

De acordo com a petrolífera britânica, o trimestre deverá incluir imparidades pós-impostos de cerca de 0,5 a mil milhões de dólares, sobretudo associadas a negócios de transição na divisão de gás e baixo carbono. A empresa tem vindo a reorientar a sua estratégia para reforçar o peso do petróleo e do gás no portefólio.

A BP indicou que a produção do segmento upstream deverá recuar para um intervalo entre 2,17 e 2,22 milhões de barris de equivalente de petróleo por dia, face a cerca de 2,34 milhões no primeiro trimestre. A empresa atribuiu a descida a trabalhos de manutenção sazonal, concentrados no Golfo do México, e aos efeitos de disrupção no Médio Oriente.

No que respeita à área de trading, a companhia estima um resultado ligeiramente superior no negócio de petróleo face a um primeiro trimestre descrito como excecionalmente forte, enquanto o resultado do gás deverá manter-se em linha com o trimestre anterior. A BP recordou que o preço do Brent teve uma média de 103,85 dólares por barril no segundo trimestre, contra 81,13 dólares nos primeiros três meses do ano, refletindo o impacto do conflito no Médio Oriente.

A dívida líquida no final do trimestre deverá situar-se entre 22 e 23 mil milhões de dólares, abaixo dos 25,31 mil milhões registados no final do trimestre anterior. Segundo a empresa, a redução ocorre depois do resgate de obrigações híbridas perpétuas e do pagamento de responsabilidades ligadas ao acordo do Golfo do México. Os resultados completos do trimestre serão apresentados nas próximas semanas.

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