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Ericsson cai quase 12% após avisar que custos de componentes ligados à IA vão pressionar resultados até 2027
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A Ericsson apresentou vendas líquidas de 52,7 mil milhões de coroas suecas no segundo trimestre de 2026, uma quebra de 6% homóloga e abaixo das estimativas. Apesar de superar as previsões de resultado operacional ajustado, as ações caíram cerca de 12% depois de a empresa avisar que a inflação dos componentes ligada à construção de centros de dados de IA vai pressionar as contas até 2027.
A Ericsson apresentou esta terça-feira os resultados do segundo trimestre de 2026 e avisou que o encarecimento dos componentes, provocado pela construção acelerada de centros de dados de inteligência artificial, vai pressionar as contas nos próximos trimestres. As ações da fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações caíram cerca de 12% na bolsa de Estocolmo, para o nível mais baixo desde fevereiro.
As vendas líquidas fixaram-se em 52,7 mil milhões de coroas suecas, uma descida de 6% face ao período homólogo em termos reportados e de 1% em termos orgânicos. O valor ficou abaixo da estimativa média dos analistas inquiridos pela LSEG, que apontava para 53,6 mil milhões de coroas.
Do lado da rentabilidade, a empresa superou as previsões. O resultado operacional ajustado (EBITA) atingiu 6,52 mil milhões de coroas, acima dos 6,42 mil milhões esperados pelo mercado. A margem EBITA ajustada manteve-se praticamente estável, em 13,1%, face aos 13,2% do segundo trimestre de 2025, enquanto a margem bruta ajustada subiu de 48,0% para 48,4%. O segmento Networks, que representa 63% das vendas totais, gerou 33 mil milhões de coroas, com uma quebra orgânica de 4%.
O diretor financeiro, Lars Sandström, afirmou que "toda a expansão da IA está a colocar bastante pressão sobre a indústria, incluindo sobre nós". A procura por memória para centros de dados criou escassez dos chips usados em smartphones e computadores, levando fabricantes como a Apple a subir preços. O presidente executivo, Börje Ekholm, indicou que a empresa não está imune a essa inflação e que o impacto financeiro deverá agravar-se gradualmente ao longo dos próximos trimestres e em 2027.
A Ericsson referiu ainda que os encargos de reestruturação em 2026 se manterão em níveis elevados, embora uma parte significativa já tenha sido reconhecida no primeiro semestre, e admitiu novas reestruturações, incluindo despedimentos, no resto do ano.
A empresa está em transição de liderança: Börje Ekholm deixa o cargo após quase dez anos e Per Narvinger, atual responsável pelo segmento Networks, assume como presidente executivo a 1 de outubro de 2026.
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