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Lucid desmente notícia sobre insolvência ou saída de bolsa depois de ações afundarem
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A Lucid Group desmentiu uma notícia que apontava para a possibilidade de saída de bolsa ou pedido de proteção ao abrigo do Capítulo 11, classificando os rumores como completamente falsos. As ações chegaram a cair mais de 40% na sessão, até um mínimo de 2,37 dólares. A empresa afirma ter liquidez para operar até bem dentro do próximo ano.
A Lucid Group desmentiu esta terça-feira uma notícia segundo a qual estaria a ponderar opções para o futuro da empresa que poderiam incluir a saída de bolsa ou um pedido de proteção contra credores ao abrigo do Capítulo 11. As ações da fabricante norte-americana de veículos elétricos chegaram a recuar mais de 40% durante a sessão, tocando um mínimo de 2,37 dólares, num dos piores dias da história da empresa em bolsa e com duas paragens de negociação por volatilidade.
A informação foi avançada por um site especializado no setor dos veículos elétricos. Em comunicado, a Lucid afirmou que "os rumores são completamente falsos". A empresa indicou que dispõe de liquidez suficiente para financiar as operações até bem dentro do próximo ano, conforme divulgado nos últimos relatórios trimestrais, e que não constituiu qualquer comissão especial do conselho de administração para explorar os cenários noticiados. Acrescentou ainda que a consultora AlixPartners está a prestar apoio à empresa e não recomendou a insolvência à gestão nem ao conselho.
O episódio surge num período de dificuldades para a construtora, penalizada pela adoção de veículos elétricos mais lenta do que o previsto e por alterações regulatórias durante a administração de Donald Trump. No primeiro trimestre de 2026, a Lucid registou prejuízos de 1,03 mil milhões de dólares, quase o triplo do valor apurado no período homólogo. Em 2025, a empresa consumiu cerca de 3,8 mil milhões de dólares em fluxo de caixa livre, com apenas 15.800 entregas.
A companhia tem vindo a executar um plano de contenção. Em junho, dispensou 18% dos trabalhadores e procedeu a uma reformulação quase integral da equipa de gestão de topo sob a liderança do novo presidente executivo, Silvio Napoli. A Lucid retirou também as previsões de produção para 2026.
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