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Goldman Sachs eleva Nio para "comprar" e vê potencial de valorização de 46% impulsionado pelos novos modelos de luxo

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Goldman Sachs eleva Nio para "comprar" e vê potencial de valorização de 46% impulsionado pelos novos modelos de luxo
Foto de Markus Spiske no Unsplash

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O Goldman Sachs elevou a recomendação da Nio de "neutral" para "comprar" e o preço-alvo para 7 dólares, face aos 6,60 dólares anteriores, o que implica um potencial de valorização de cerca de 46%. O banco aponta os modelos de luxo ES8 e ES9 e projeta um crescimento de volume de 43% em 2026.

O Goldman Sachs melhorou a recomendação sobre a fabricante chinesa de veículos elétricos Nio de "neutral" para "comprar" e reviu em alta o preço-alvo das ações para 7 dólares, face aos 6,60 dólares anteriores. O novo objetivo implica um potencial de valorização de cerca de 46% relativamente ao fecho de sexta-feira. As ações da Nio reagiram com uma subida em bolsa após a divulgação da nota.

Numa nota a clientes, a analista Tina Hou justificou a revisão com as perspetivas de crescimento da empresa. "Entre as empresas que acompanhamos, esperamos que a Nio não só apresente um dos crescimentos de volume mais rápidos, como também um perfil de margens premium e uma forte recuperação de lucros e de fluxo de caixa em 2026", escreveu.

Segundo o banco de investimento, os modelos de luxo ES8 e ES9, recentemente lançados, têm dominado o segmento de veículos de nova energia de gama alta na China, com uma quota de mercado de 39%. O Goldman Sachs projeta um crescimento de volume de 43% para a Nio até ao final de 2026, contra um aumento de apenas 1% no retalho doméstico do setor.

A instituição estima uma expansão anual de 43% em volume e de 60% em receitas em 2026 e antecipa que a Nio passe a registar um lucro líquido ajustado de 1,6 mil milhões de yuans no ano, depois de um prejuízo de 12,4 mil milhões de yuans em 2025.

De acordo com o Goldman Sachs, as ações da Nio acumulam uma queda de 6% desde o início do ano e situam-se 32% abaixo do máximo atingido em abril de 2026. O banco assinala que a empresa transaciona com um desconto de 25% a 29% face a concorrentes exclusivamente elétricos em múltiplos de preço sobre vendas para 2026 e 2027, o que, na sua leitura, não reflete a melhoria dos fundamentais.

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