Notícias do dia
Mercados hoje: Dow acima dos 53 mil e a corrida ao armazenamento de IA

Resposta rápida
Wall Street fechou em recordes, com o Dow Jones a ultrapassar os 53 mil pontos. A tecnologia puxou pelos ganhos, enquanto a Western Digital disparou 7% graças à procura de armazenamento para centros de dados de IA.
Primeira sessão depois do fim de semana prolongado do 4 de julho e Wall Street não perdeu tempo. Os três grandes índices americanos fecharam em alta, com a tecnologia outra vez a puxar pela frente. O Dow Jones passou os 53 mil pontos e fechou num novo recorde.
Aqui ficam as notícias que mais mexeram com os mercados esta segunda-feira, por ordem de importância.
1. Wall Street renova recordes, com o Dow a passar os 53 mil
O Dow Jones subiu 0,29% para 53.055,91 pontos, um novo fecho recorde. O S&P 500 ganhou 0,72% (7.537,43) e o Nasdaq Composite avançou 1,12% (26.121,16). Até as pequenas capitalizações entraram na festa: o Russell 2000 voltou a fechar acima dos 3.000 pontos.
O contexto ajuda a perceber o dia. A semana passada já tinha sido forte, com o Dow a ganhar perto de 2% e o Nasdaq mais de 2%. O mercado entrou em julho com apetite por risco, e um relatório de emprego nos EUA mais fraco do que o esperado acalmou receios sobre os próximos passos da Fed. Menos pressão nos juros costuma dar folga às ações, sobretudo às de tecnologia.
2. Western Digital e a corrida ao armazenamento de IA
A protagonista do dia foi a Western Digital. As ações subiram quase 7%, depois de vários bancos terem revisto o preço-alvo em alta. A Cantor Fitzgerald passou o alvo para 900 dólares, a BofA para 732 e a Melius Research começou a cobrir o título com recomendação de compra e um alvo ainda mais agressivo.
Porquê tanto entusiasmo? Os discos rígidos de alta capacidade (os HDD) tornaram-se peça essencial nos centros de dados que alimentam a inteligência artificial. Guardar os oceanos de dados que a IA gera e consome exige muito armazenamento, e vários analistas apontam para falta de oferta pelo menos até 2028. A procura a crescer mais depressa do que a produção significa preços firmes e margens em alta para quem fabrica.
É também o lembrete do costume: isto é tecnologia concentrada e volátil. Sobe depressa, mas também corrige depressa, como se viu na própria semana passada, quando os chips levaram uma tareia antes de recuperarem. Não é um perfil para todos os investidores.
3. Rocket Lab compra a Iridium
Fora dos índices principais, a maior notícia corporativa foi uma fusão. A Rocket Lab anunciou a compra da Iridium Communications, a empresa de comunicações por satélite, por 54 dólares por ação, numa operação em dinheiro e ações. É mais um passo na consolidação do setor espacial, com uma empresa de lançamentos a integrar um operador de satélites para controlar mais partes da cadeia.
4. Dell dispara com um empurrão da Casa Branca
As ações da Dell subiram 7,7% depois de Donald Trump ter elogiado os computadores da empresa num evento na Casa Branca, ligado à cerimónia de abertura dos mercados. É um movimento mais mediático do que fundamental, mas serve de aviso: no curto prazo, o sentimento e a atenção contam, mesmo quando os números da empresa não mudaram nada.
5. Europa perto de máximos, olho na reunião do BCE
Do outro lado do Atlântico, as bolsas europeias mantiveram-se perto dos recordes. O Euro Stoxx 50 fechou nos 6.430 pontos (+0,27%), com os fabricantes de equipamento para chips, como a ASML e a Infineon, a acompanharem o otimismo americano. Empresas ligadas aos centros de dados, como a Siemens e a Schneider, também têm estado em foco.
O foco agora está no Banco Central Europeu. Os investidores veem cerca de um terço de probabilidade de uma subida de juros já em julho, à medida que a inflação abranda na zona euro. A decisão vai marcar o tom para o resto do verão.
6. Ásia mista, com a tecnologia a oscilar
Na Ásia, a sessão foi mais irregular. O Nikkei 225 japonês fechou praticamente na mesma (69.737,69), mas o índice mais alargado TOPIX renovou máximos pelo sexto dia seguido. Depois de uma semana de vendas nos chips, houve alguma recuperação, com fabricantes de memória a saltar já no fecho da sessão.
Atenção ao calendário: a Samsung Electronics vai divulgar resultados preliminares do segundo trimestre nos próximos dias, e é um termómetro para todo o setor da memória e dos semicondutores.
7. E a Alphabet, agora no Dow
Vale a pena lembrar o pano de fundo. A Alphabet, dona da Google, entrou no Dow Jones no fim de junho, no lugar da Verizon. Esta segunda-feira subiu 2,45% e ajudou o índice a bater o recorde. Como o Dow pesa as empresas pelo preço da ação, e não pelo valor de mercado, a Alphabet passou a ter muito mais influência no índice do que a Verizon alguma vez teve. Uma peça pequena que muda a mecânica do índice mais famoso do mundo.
Como fecharam os principais índices
| Índice | Fecho | Variação |
|---|---|---|
| S&P 500 (EUA) | 7.537,43 | +0,72% |
| Nasdaq Composite (EUA) | 26.121,16 | +1,12% |
| Dow Jones (EUA) | 53.055,91 | +0,29% |
| Euro Stoxx 50 (Europa) | 6.430 | +0,27% |
| Nikkei 225 (Japão) | 69.737,69 | −0,01% |
O que fica no radar
Os próximos dias trazem sinais importantes. A Samsung abre a época de resultados na Ásia com os números preliminares do trimestre, e serve de primeiro teste ao apetite por chips. Na Europa, a reunião do BCE em julho vai definir o rumo dos juros. E nos EUA arranca aos poucos a temporada de resultados do segundo trimestre, que vai pôr à prova se estes recordes têm fundamento nos lucros das empresas ou se são só entusiasmo. Há ainda a decisão da FDA sobre a Vera Therapeutics, marcada para 7 de julho.
Semana curta, mas com muita informação a caminho.
Nota: os valores indicados são fechos de sessão e podem variar ao longo do tempo. Este é um conteúdo informativo sobre o que aconteceu nos mercados, não é aconselhamento financeiro.
Perguntas frequentes
Porque é que a Western Digital subiu tanto?
As ações subiram quase 7% porque vários bancos reveram em alta os preços-alvo. Os discos rígidos de alta capacidade tornaram-se essenciais nos centros de dados de IA, e há previsões de falta de oferta até 2028, o que favorece as margens de lucro dos fabricantes.
O que mudou com a Alphabet no Dow Jones?
A Alphabet entrou no Dow Jones em junho, substituindo a Verizon. Como o Dow pondera as empresas pelo preço da ação e não pelo valor de mercado, a Alphabet ganhou muito mais influência no índice do que a Verizon tinha.
O que esperar nos próximos dias nos mercados?
A Samsung vai divulgar resultados preliminares do segundo trimestre, o BCE reúne-se em julho para decisão sobre juros, e arranca a época de resultados americana. Estes eventos são importantes para confirmar se os recordes têm suporte nos lucros reais das empresas.
Recebe os melhores artigos sobre dinheiro.
Sem spam. Só conteúdo útil, no contexto português. Cancelas quando quiseres.
Não percas o próximo artigo
Ativa as notificações e avisamos-te assim que publicarmos algo novo. Sem email, sem spam.
Mais sobre Notícias do dia
Notícias do dia
Disney supera estimativas no terceiro trimestre fiscal com parques e streaming a impulsionar resultados
A Disney reportou lucros ajustados de 2,06 dólares por ação no terceiro trimestre fiscal, acima das estimativas, com parques e streaming a liderar.
Notícias do dia
Shopify supera estimativas no segundo trimestre com receita a crescer 34% e ações disparam
A Shopify reportou uma receita de 3,58 mil milhões de dólares no segundo trimestre, com as ações a subirem cerca de 26% em pré-mercado.

Notícias do dia
Mercados hoje: Amazon dispara, Coreia bate recorde e a Fed trava. O resumo do dia
A Amazon disparou com a AWS a crescer 37% e puxou Wall Street. A Coreia do Sul viveu o maior dia de sempre. A Apple bateu estimativas mas caiu. O resumo dos mercados de 31 de julho de 2026.