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Notícias do dia: Apple tem novo CEO e Wall Street recua com petróleo em alta (1 de setembro)

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Notícias do dia: Apple tem novo CEO e Wall Street recua com petróleo em alta (1 de setembro)
Foto de Tessa Bury / Wikimedia Commons (CC BY 4.0) no Unsplash

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A 1 de setembro de 2026, John Ternus sucedeu a Tim Cook como CEO da Apple, com a ação a subir 2,9%. Wall Street fechou em baixa (S&P 500 -0,7%, Dow -0,8%, Nasdaq -0,9%) com a escalada entre os EUA e o Irão a disparar o petróleo e as yields da dívida americana. Europa fechou mista e a Ásia recuou, com exceção de Taiwan.

A terça-feira, 1 de setembro, trouxe duas notícias que dominaram os mercados: a troca de comando na Apple, com John Ternus a suceder a Tim Cook como CEO, e uma Wall Street outra vez pressionada pela escalada entre os Estados Unidos e o Irão. As bolsas fecharam maioritariamente em baixa, com o petróleo e as obrigações a marcarem o dia. Aqui fica o resumo, com contexto, dos mercados americano, europeu e asiático.

As notícias do dia

1. Apple tem novo CEO: John Ternus sucede a Tim Cook

O facto: esta terça-feira, John Ternus, até agora vice-presidente sénior de engenharia de hardware, tornou-se o novo CEO da Apple. Tim Cook passa a presidente executivo do conselho de administração e mantém-se na empresa. Fica assim fechado um mandato de 15 anos à frente da Apple, período em que a empresa passou de cerca de 350 mil milhões de dólares para perto de 4,6 biliões de dólares de valor de mercado. As ações da Apple subiram 2,9% na sessão, para 326,19 dólares, a maior subida entre as chamadas "Magnificent Seven".

Porque interessa: é a maior mudança de liderança na Apple desde a saída de Steve Jobs, em 2011. Ternus, de 50 anos, está na empresa há 25 e liderou o desenvolvimento de produtos como o iPhone, o Apple Watch e o Vision Pro. A reação positiva do mercado é sinal de que a transição era esperada e preparada, não uma surpresa.

2. Wall Street fecha em baixa com a escalada entre EUA e Irão

O facto: o S&P 500 perdeu 0,7% para 7.635,74 pontos, o Dow Jones caiu 0,8% para 52.762,69 pontos e o Nasdaq Composite recuou 0,9% para 26.133,73 pontos. Entre os grandes nomes tecnológicos, a Tesla foi a que mais caiu (-3%), seguida da Amazon (-2%) e da Microsoft (-1,6%). A Meta foi uma das poucas a fechar em alta (+1,3%).

Porque interessa: no fim de semana, os Estados Unidos atacaram lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, e o Irão respondeu com ataques a alvos militares dos EUA na região. É a escalada mais séria desde finais de julho, depois de cerca de um mês de acalmia relativa, e reacendeu o receio de perturbação nas rotas de petróleo do Golfo.

3. Petróleo sobe com o Estreito de Ormuz outra vez em foco

O facto: o crude WTI subiu para cerca de 85,8 dólares o barril e o Brent, referência internacional, aproximou-se dos 90,5 dólares, ambos a valorizar mais de 2% na sessão.

Porque interessa: cerca de um quarto do petróleo transportado por via marítima no mundo passa pelo Estreito de Ormuz. Um super-petroleiro incendiou-se depois de embater em duas minas navais na zona, o que confirma que o risco para o transporte de crude continua elevado enquanto o conflito não se resolve.

4. Juro da dívida dos EUA no nível mais alto desde início de 2025

O facto: a yield da obrigação do Tesouro a 10 anos subiu para cerca de 4,75%-4,77%, o valor mais alto desde janeiro de 2025. A yield a 30 anos aproximou-se dos 5,25%.

Porque interessa: a subida do petróleo alimenta receios de inflação, e isso reforça a probabilidade de a Reserva Federal voltar a subir juros ainda este mês, depois de os mercados terem passado a atribuir uma probabilidade bem mais alta a esse cenário do que há uma semana. A pressão nas obrigações não é só americana: o juro japonês a 10 anos tocou os 3% pela primeira vez em três décadas, e o alemão subiu também para máximos de várias décadas.

5. Palo Alto Networks e Dell reportam resultados depois do fecho

O facto: as duas empresas apresentaram contas depois do fecho de Wall Street. A Palo Alto Networks chegou a cair mais de 4% durante a sessão, à espera de resultados vistos como um teste à sua valorização elevada, depois de a ação ter mais do que duplicado desde o início do ano. A Dell também recuou antes de reportar.

Porque interessa: os investidores estão a testar se as empresas ligadas a cibersegurança e infraestrutura de inteligência artificial conseguem justificar múltiplos esticados. Amanhã, quarta-feira, é a vez da Broadcom, depois de um trimestre forte da Nvidia, e da Snowflake, que beneficia do crescimento da despesa em nuvem.

6. Europa fecha mista, com o STOXX 600 a perder terreno

O facto: o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,56% para 647,46 pontos. O DAX alemão perdeu cerca de 0,9% para perto de 26.020 pontos e o FTSE 100 britânico recuou cerca de 0,8% para 10.739 pontos. O CAC 40 francês foi exceção e subiu cerca de 0,4%, para perto de 8.367 pontos.

Porque interessa: a subida do petróleo e das yields pesou mais sobre a Alemanha e o Reino Unido, enquanto Paris beneficiou de ganhos pontuais em alguns setores. É o mesmo cocktail de fatores que travou Wall Street: energia mais cara e juros mais altos.

7. Ásia termina maioritariamente em queda

O facto: o Nikkei 225 japonês caiu ligeiramente, 0,15%, para 66.215,34 pontos, mas o TOPIX, mais alargado, subiu 0,62%, prolongando para nove sessões seguidas de ganhos. O Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,9%, para 25.329 pontos, com o índice tecnológico a cair 1,5%. Na China continental, o Shanghai Composite recuou 0,16%. Taiwan foi a exceção, com ganhos de cerca de 1,8%.

Porque interessa: a subida do petróleo é particularmente sensível para economias importadoras de energia, como o Japão e a Coreia do Sul. Ainda assim, a força do TOPIX mostra que o dinheiro continua a entrar em ações japonesas apesar do ruído macro.

Fecho de mercados

Índice Região Fecho Variação
S&P 500 EUA 7.635,74 -0,7%
Dow Jones EUA 52.762,69 -0,8%
Nasdaq Composite EUA 26.133,73 -0,9%
STOXX 600 Europa 647,46 -0,56%
DAX Alemanha ~26.020 -0,9%
CAC 40 França ~8.367 +0,4%
FTSE 100 Reino Unido 10.739 -0,8%
Nikkei 225 Japão 66.215,34 -0,15%
Hang Seng Hong Kong 25.329 -0,9%
Shanghai Composite China -0,16%

O que fica no radar

Esta semana ainda traz vários pontos de referência para os mercados. Amanhã, quarta-feira, reportam a Broadcom e a Snowflake, com atenção especial à despesa em infraestrutura de inteligência artificial. Na quinta e sexta-feira segue o calendário habitual de dados de emprego nos EUA, incluindo o relatório de empregos de sexta-feira, que deve pesar na decisão da Fed sobre juros ainda este mês. No plano geopolítico, o desfecho da escalada entre os Estados Unidos e o Irão continua a ser a variável mais imprevisível para o preço do petróleo e, por arrasto, para a inflação e as bolsas nas próximas semanas.

Os valores apresentados referem-se aos fechos desta sessão e podem já ter sido revistos entretanto. Este artigo tem fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro.

Perguntas frequentes

Quem é o novo CEO da Apple?

John Ternus, até agora vice-presidente sénior de engenharia de hardware, sucede a Tim Cook como CEO da Apple a partir de 1 de setembro de 2026. Cook passa a presidente executivo do conselho de administração.

Porque é que o petróleo subiu esta terça-feira?

O petróleo valorizou mais de 2% depois de os Estados Unidos e o Irão terem retomado ataques junto ao Estreito de Ormuz, reacendendo o receio de perturbações no transporte de crude na região do Golfo.

Porque é que Wall Street fechou em baixa?

A subida do petróleo alimentou receios de inflação, que empurraram a yield da dívida americana a 10 anos para o nível mais alto desde janeiro de 2025 e reforçaram a probabilidade de uma subida de juros da Fed este mês.

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