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Ouro cai abaixo dos 4.100 dólares com novos ataques entre os EUA e o Irão a reacender receios de inflação

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Ouro cai abaixo dos 4.100 dólares com novos ataques entre os EUA e o Irão a reacender receios de inflação
Foto de Scottsdale Mint no Unsplash

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O ouro caiu cerca de 1,5% para perto dos 4.057 dólares por onça na segunda-feira, abaixo dos 4.100 dólares, depois de novos ataques entre os EUA e o Irão terem elevado os preços do petróleo e reforçado as expectativas de subidas de taxas da Reserva Federal, valorizando o dólar.

O preço do ouro recuou para o valor mais baixo em vários dias na sessão de segunda-feira, negociando abaixo dos 4.100 dólares por onça, depois de uma nova troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irão durante o fim de semana ter feito subir os preços da energia e reavivado as expectativas de subidas das taxas de juro para conter a inflação.

De acordo com dados de mercado citados pela FXStreet, o metal precioso, referenciado pelo par XAU/USD, chegou a perder cerca de 1,5% para as imediações dos 4.057 dólares por onça, enquanto os futuros do ouro recuavam pouco mais de 1%. A queda contrasta com o comportamento recente da matéria-prima, que na semana anterior tinha estabilizado acima da fasquia dos 4.100 dólares.

O movimento está associado à escalada geopolítica no Médio Oriente. Segundo a Bloomberg e a Reuters, o novo agravamento das tensões entre Washington e Teerão empurrou os preços do petróleo em alta, alimentando receios de que a subida dos custos energéticos se traduza em mais inflação. Esse cenário reforça as apostas dos investidores numa política monetária mais restritiva por parte da Reserva Federal norte-americana, o que valoriza o dólar e pressiona o ouro, um ativo que não paga juros.

As probabilidades atribuídas pelos mercados a uma subida de taxas em setembro aumentaram para mais de 67%, acima dos cerca de 57% registados dias antes, de acordo com as mesmas fontes. Os investidores aguardam agora a divulgação dos dados de inflação de junho, na terça-feira, e as declarações do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, perante o Congresso, fatores que deverão condicionar a evolução do metal nos próximos dias.

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