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Reserva Federal mantém pressão para subir juros com inflação subjacente persistente em julho

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Reserva Federal mantém pressão para subir juros com inflação subjacente persistente em julho
Foto de David Trinks no Unsplash

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A previsão da Reserva Federal para julho aponta para inflação global a recuar para cerca de 3,3%, graças à descida do petróleo, mas a inflação subjacente (Core PCE) permanece em 3,4%, o valor mais alto desde outubro de 2023, mantendo em aberto novas subidas das taxas de juro.

A previsão de inflação da Reserva Federal dos Estados Unidos para julho aponta para um abrandamento da inflação global, mas revela uma componente subjacente persistente que mantém em aberto a hipótese de novas subidas das taxas de juro, de acordo com dados divulgados pelo banco central e com a análise de vários meios financeiros.

Segundo a ferramenta de projeção em tempo real (nowcasting) da Reserva Federal de Cleveland, a inflação homóloga acumulada nos últimos doze meses deverá recuar para cerca de 3,3% em julho. O alívio é atribuído sobretudo à descida dos preços do petróleo, associada às expectativas de desanuviamento entre os Estados Unidos e o Irão, que tende a reduzir o custo dos combustíveis.

O sinal de alerta está na inflação subjacente. O índice de despesas de consumo pessoal excluindo alimentação e energia (Core PCE), a medida preferida do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC), subiu para 3,4% em maio, o valor mais elevado desde outubro de 2023. De acordo com os dados citados, tratou-se da 63.ª leitura consecutiva acima da meta de 2% fixada pelo banco central.

A leitura mais recente do índice de preços no consumidor mostrou uma inflação de 3,5% em junho em termos anualizados, abaixo dos 3,8% esperados pelos analistas, o que aliviou parte da pressão sobre a política monetária. Ainda assim, os mercados mantêm em cenário a possibilidade de uma subida de 25 pontos base ao longo de 2026.

A interpretação avançada por analistas é que a pressão inflacionista associada ao conflito com o Irão poderá ter-se propagado para além dos preços da energia, o que limitaria a margem do FOMC para manter as taxas inalteradas. A próxima reunião de política monetária determinará se o banco central opta por aguardar ou por reforçar o aperto.

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