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Nvidia bate as previsões, Wall Street fecha sem direção e Ásia divide-se — 26 de agosto de 2026

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Nvidia bate as previsões, Wall Street fecha sem direção e Ásia divide-se — 26 de agosto de 2026
Foto de NVIDIA Headquarters, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) no Unsplash

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A Nvidia divulgou receita de 96,22 mil milhões de dólares, acima dos 92,17 mil milhões esperados, e lucro por ação ajustado de 2,22 dólares versus 2,10 estimados. Wall Street fechou praticamente parado. Na Ásia, Tóquio caiu 2,54% e Seul subiu 0,97%.

Nvidia bate as previsões, Wall Street fecha sem direção e Ásia divide-se

A sessão de 26 de agosto ficou marcada pelos resultados da Nvidia, divulgados já depois do fecho de Wall Street. Nos EUA os índices mantiveram-se praticamente parados, à espera desses números. Na Europa os mercados continuam perto de máximos, e na Ásia a fotografia foi mista: Tóquio a cair, Seul a subir.

Aqui ficam as notícias mais importantes do dia, por ordem de relevância.

1. Nvidia bate estimativas, mas o mercado reage com cautela

A Nvidia divulgou os resultados do segundo trimestre do ano fiscal de 2027 depois do fecho de Wall Street. A receita foi de 96,22 mil milhões de dólares, acima dos 92,17 mil milhões esperados pelos analistas e mais do dobro do valor de há um ano. O lucro por ação ajustado ficou em 2,22 dólares, também acima da estimativa de 2,10 dólares.

Apesar do "beat", a ação caiu nos primeiros minutos de negociação após o fecho, antes de recuperar e fechar a sessão alargada com um ganho ligeiro. É um padrão que já se repetiu noutros trimestres da empresa: os números vêm bons, mas o mercado já os tinha, em boa parte, antecipado nas expectativas.

Porque importa: a Nvidia é hoje o maior peso individual nos índices americanos, e os seus resultados funcionam como termómetro para toda a cadeia ligada a inteligência artificial, dos fabricantes de chips às empresas de infraestrutura de datacenters.

2. Wall Street fecha sessão mista, à espera da Nvidia e atenta à inflação

O S&P 500 fechou praticamente inalterado, nos 7.675,70 pontos. O Dow Jones perdeu 0,21%, para 53.463,88 pontos. O Nasdaq Composite recuou 0,08%, para 26.130,20 pontos.

Por trás da cautela estiveram dois fatores: os dados de inflação PCE, o indicador preferido da Reserva Federal, que voltaram a mostrar-se "pegajosos" (3,7% em termos homólogos em julho, com o núcleo em 3,3%), e a expectativa em torno dos resultados da Nvidia, CrowdStrike e Salesforce, todos divulgados esta semana.

3. Abercrombie & Fitch dispara mais de 35% após resultados e guidance revista em alta

A retalhista de vestuário Abercrombie & Fitch foi a grande surpresa positiva da sessão, com a ação a subir mais de 35% depois de resultados do segundo trimestre acima do esperado e de uma revisão em alta da guidance anual. Parte do "beat" veio de um reembolso de tarifas de cerca de 100 milhões de dólares, mas a empresa também registou o 15.º trimestre consecutivo de crescimento de vendas.

4. Zoom cai apesar de bater estimativas, por causa da guidance

A Zoom Communications caiu 6,2% depois de apresentar uma guidance para o terceiro trimestre abaixo do que Wall Street esperava, apesar de ter batido as estimativas no trimestre que terminou. É um exemplo comum: o mercado costuma penalizar mais as previsões futuras do que premiar os resultados já conhecidos.

5. Kohl's cai com vendas comparáveis dececionantes

A cadeia de lojas de departamento Kohl's perdeu 4,7% depois de reportar vendas líquidas e vendas comparáveis do segundo trimestre abaixo do esperado, um sinal de que o consumidor americano continua seletivo no retalho físico.

6. Ásia dividida: Tóquio cai, Seul sobe com Samsung e SK Hynix

Na Ásia, o Nikkei 225 japonês caiu 2,54%, para 67.460,73 pontos, a maior queda do dia entre os principais índices globais. Já o Kospi sul-coreano subiu quase 1%, para 6.808,21 pontos, impulsionado por planos de recompra de ações reforçados da Samsung Electronics e da SK Hynix, num dia em que os investidores locais aproveitaram para comprar apesar da cautela generalizada antes dos resultados da Nvidia. O Hang Seng de Hong Kong e o Shanghai Composite fecharam praticamente estáveis, com ligeiros ganhos.

7. Europa mantém-se perto de máximos, atenção a virar para dados macro

Na Europa, o STOXX 600 fechou perto dos 661 pontos, com uma variação marginal positiva. O índice pan-europeu tem estado perto de máximos históricos ao longo de agosto, e o foco dos investidores começa a deslocar-se para os próximos indicadores macroeconómicos e para a reunião de Jackson Hole, que arrancou esta semana nos Estados Unidos.

8. Petróleo cai pelo terceiro dia seguido

O petróleo (WTI) desceu abaixo dos 81 dólares por barril, uma queda de 1,92% e a terceira sessão consecutiva de perdas. O movimento surge depois de notícias de que o Irão e Omã discutiram um eventual corredor marítimo conjunto no Estreito de Hormuz, o que aliviou parte do receio de disrupção no fornecimento de crude a nível global.

Fecho dos principais índices

Índice Fecho Variação no dia
S&P 500 (EUA) 7.675,70 pontos ≈ 0%
Dow Jones (EUA) 53.463,88 pontos -0,21%
Nasdaq Composite (EUA) 26.130,20 pontos -0,08%
STOXX 600 (Europa) ≈ 661 pontos +0,11%
Nikkei 225 (Japão) 67.460,73 pontos -2,54%
Hang Seng (Hong Kong) 25.471,15 pontos +0,07%
Shanghai Composite (China) 3.990,30 pontos +0,19%
Kospi (Coreia do Sul) 6.808,21 pontos +0,97%

O que fica no radar

Esta semana o foco muda para o simpósio de Jackson Hole, que junta banqueiros centrais até sexta-feira. O presidente da Fed, Kevin Warsh, discursa na sexta-feira, dia 28, e o mercado vai procurar pistas sobre o rumo da política monetária antes da reunião do FOMC de 16 e 17 de setembro. Do lado das empresas, seguem-se ainda esta semana os resultados de outras cotadas relevantes, depois de Nvidia, CrowdStrike e Salesforce terem já reportado. Do lado macro, mantém-se a atenção às tensões no Estreito de Hormuz e ao seu efeito no preço do petróleo.

Nota: os valores apresentados correspondem aos fechos de sessão do dia 26 de agosto de 2026 (mercados americanos) e sessões equivalentes na Europa e Ásia. Este artigo tem carácter informativo e não constitui aconselhamento financeiro.

Perguntas frequentes

Porque é que a ação da Nvidia caiu logo após os resultados se bateu as estimativas?

Apesar dos números bons, o mercado já tinha antecipado em grande parte os resultados nas expectativas. É um padrão que se repete noutros trimestres: o "beat" é esperado, logo há pouca surpresa positiva que justifique uma subida acentuada.

Porquê a grande diferença de desempenho entre os mercados asiáticos?

Tóquio caiu 2,54%, enquanto Seul subiu 0,97%, impulsionado por planos de recompra de ações reforçados da Samsung Electronics e SK Hynix. Os investidores sul-coreanos aproveitaram para comprar apesar da cautela generalizada antes dos resultados da Nvidia.

O que levou Wall Street a fechar praticamente inalterada?

Dois fatores explicam a cautela: os dados de inflação PCE mostrarem-se "pegajosos" (3,7% em termos homólogos em julho) e a expectativa em torno dos resultados da Nvidia, CrowdStrike e Salesforce, todos divulgados esta semana.

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