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Resumo dos mercados de 8 de setembro de 2026: Novartis tem o pior dia de sempre, petróleo perto dos 100 dólares e Qualcomm fecha acordo com a Amazon

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Resumo dos mercados de 8 de setembro de 2026: Novartis tem o pior dia de sempre, petróleo perto dos 100 dólares e Qualcomm fecha acordo com a Amazon
Foto de Novartis Pavillon, Basileia. Foto: MBxd1, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) no Unsplash

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A 8 de setembro de 2026, Wall Street fechou em baixa (S&P 500 -0,6%, Dow -1,2%, Nasdaq -0,3%) com o Brent perto dos 100 dólares e novas tarifas do Canadá. A Novartis caiu 8,8% após o terceiro falhanço clínico numa semana, a Qualcomm subiu com um acordo com a Amazon e o Nikkei perdeu 1,7%.

Terça-feira, 8 de setembro de 2026. Os EUA voltaram ao mercado depois do feriado do Labor Day e não gostaram do que encontraram: petróleo a subir, tarifas novas do Canadá e juros da dívida a apertar. Na Europa, a sessão foi dominada por uma farmacêutica em queda livre. Na Ásia, Tóquio devolveu parte dos ganhos da véspera.

Aqui tens as notícias do dia por ordem de relevância 👇

1. Novartis afunda quase 9% no pior dia da sua história 💊

A Novartis anunciou que o del-desiran, tratamento para a distrofia miotónica tipo 1, falhou o objetivo principal do ensaio de fase III (HARBOR). O medicamento era a peça central da compra da Avidity Biosciences, um negócio de cerca de 12 mil milhões de dólares, e era visto como potencial blockbuster.

As ações chegaram a cair 11% em Zurique e fecharam a perder 8,8%, o pior dia de sempre da empresa. É o terceiro revés clínico numa semana: na segunda-feira já tinha sido o pelacarsen (colesterol), que não reduziu o risco de eventos cardiovasculares.

Porque importa: uma farmacêutica vale, em grande parte, pelo pipeline de medicamentos futuros. Três falhanços seguidos obrigam o mercado a reavaliar quanto valem as apostas que a Novartis fez nos últimos anos, e põem pressão sobre a gestão. O setor de saúde europeu caiu 2,3% arrastado por este caso, e o efeito atravessou o Atlântico: a Amgen perdeu cerca de 8% nos EUA, porque tem um medicamento experimental (olpasiran) que ataca o mesmo alvo do pelacarsen.

2. Petróleo perto dos 100 dólares volta a assustar com a inflação 🛢️

O Brent chegou a roçar os 99,50 dólares por barril durante a sessão, depois de o Irão ter ameaçado retaliar contra infraestruturas energéticas no Golfo e de novos ataques a instalações sauditas. No fecho, o WTI subiu 1,7% para 93,03 dólares e o Brent avançou para 97,92 dólares, máximos de seis semanas.

Porque importa: petróleo caro é inflação. E inflação mais alta reduz a margem da Reserva Federal para aliviar juros. Depois do relatório de emprego de sexta-feira (162 mil postos criados em agosto, bem acima do esperado), há cada vez mais casas de investimento a admitir uma subida de juros na reunião da próxima semana. Os juros da dívida americana a 10 anos voltaram a subir, para perto dos 4,8%.

3. Wall Street fecha em baixa, com o Dow a perder mais de 600 pontos 📉

O S&P 500 caiu 0,6% para 7.673,52 pontos, o Dow Jones perdeu 1,2% (menos 628 pontos) para 52.786,07 e o Nasdaq recuou 0,3% para 26.421,41. O S&P fechou no mínimo da sessão: houve uma tentativa de recuperação a meio da tarde que não aguentou.

A Apple (-2,5%), a Alphabet e a Microsoft estiveram entre os pesos pesados que mais caíram. Do lado positivo, energia, produtores de eletricidade e alguns nomes de semicondutores voltaram a ser refúgio.

Porque importa: mesmo com a queda, o S&P 500 continua a subir 12,1% no ano e o Nasdaq 13,7%. O que o mercado está a fazer é rodar: sair de saúde e financeiras, entrar em energia e infraestrutura de IA.

4. Canadá responde com tarifas até 50% sobre produtos americanos 🇨🇦

Entraram em vigor à meia-noite as tarifas de retaliação do Canadá, que atingem cerca de 20 mil milhões de dólares em bens americanos, com foco em lacticínios, aço e madeira. O governo de Mark Carney avançou depois de as negociações com Washington terem colapsado em agosto.

Porque importa: EUA e Canadá são um dos maiores pares comerciais do mundo. Tarifas de parte a parte encarecem cadeias de produção inteiras (automóvel, construção, alimentação) e alimentam a mesma inflação que já preocupa a Fed.

5. Qualcomm dispara com acordo de até 60 mil milhões com a Amazon 🤝

A Qualcomm fechou uma parceria de longo prazo com a Amazon Web Services para desenvolver chips de inferência de IA e tecnologia de interligação ótica a 1,6 terabits por segundo. O acordo pode representar até 60 mil milhões de dólares em compras até 2036. Como parte do negócio, a Amazon recebeu warrants para comprar até 25 milhões de ações da Qualcomm a 161,26 dólares cada, dependentes de metas de compra.

As ações da Qualcomm chegaram a subir 9,5%, a maior subida numa sessão em anos.

Porque importa: a Qualcomm sempre foi vista como uma empresa de chips para telemóveis. Conquistar a Amazon como primeiro grande cliente de cloud ocidental muda essa narrativa e coloca-a a competir diretamente com a Nvidia no segmento de inferência.

6. Nikkei cai 1,7% com o iene mais forte e a possibilidade de o Banco do Japão subir juros 🇯🇵

O Nikkei 225 fechou a perder 1,69% nos 65.269 pontos e o Topix caiu 1,83%. O iene está no nível mais forte desde fevereiro, o que penaliza as exportadoras, e os salários japoneses de julho tiveram o maior crescimento anual desde 1997, o que reforça as apostas numa subida de juros pelo Banco do Japão. Na exceção, a SoftBank subiu 5,45%.

Na Coreia do Sul, o Kospi chegou a ultrapassar os 7.000 pontos durante a manhã (máximo intradiário de 7.171) mas fechou a perder 0,58% nos 6.954,52, com vendas de investidores particulares. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,38% para 25.317 e Xangai subiu 0,2% para 3.940.

7. Exportações da China sobem 25% em agosto 🇨🇳

As exportações chinesas cresceram 25% face ao ano anterior, puxadas por automóveis e produtos de alta tecnologia, e as importações subiram 28,2%. O excedente comercial alcançou 119,1 mil milhões de dólares. Os dados saem a poucas semanas do encontro previsto entre Trump e Xi Jinping, no final de setembro.

8. Europa fecha quase estável, mas com os bancos a sofrer 🇪🇺

O STOXX 600 fechou a perder 0,1%, depois de ter estado a cair 0,6% na abertura. Os bancos recuaram 1,3% com receios sobre o crescimento da zona euro num cenário de energia mais cara. A energia subiu 0,6%. Entre os destaques, a Sandoz ganhou 4,5% após prometer mais do que duplicar as vendas até 2035, e a Telecom Italia avançou 2,5% depois de a Poste Italiane ter melhorado a oferta de compra.

Fecho dos principais índices 📊

Índice Fecho Variação
S&P 500 (EUA) 7.673,52 -0,6%
Dow Jones (EUA) 52.786,07 -1,2%
Nasdaq Composite (EUA) 26.421,41 -0,3%
Russell 2000 (EUA) 2.960,20 -0,5%
STOXX 600 (Europa) ~646 -0,1%
Nikkei 225 (Japão) 65.269,33 -1,69%
Kospi (Coreia do Sul) 6.954,52 -0,58%
Hang Seng (Hong Kong) 25.317,18 -0,38%
Xangai Composto (China) 3.940,55 +0,20%
Brent (petróleo, USD/barril) 97,92 +0,95%

O que fica no radar 🗓️

A semana ainda não acabou e o mais importante está para vir. Na quinta-feira, o BCE reúne-se e o mercado dá como provável uma subida de 25 pontos base. Nos EUA, saem os preços no produtor e, na sexta-feira, a inflação ao consumidor (CPI) de agosto: é o último dado que a Reserva Federal vê antes da reunião da próxima semana, onde uma subida de juros já está em cima da mesa. No calendário de resultados, a Oracle apresenta contas esta semana e a GameStop reportou depois do fecho de terça-feira. No pano de fundo continuam o petróleo, a tensão no estreito de Ormuz e a escalada comercial entre EUA e Canadá.


ℹ️ Os valores indicados são fechos de sessão de 8 de setembro de 2026, recolhidos de fontes financeiras públicas (Associated Press, Reuters, Bloomberg, CNBC, Investing.com, Seoul Economic Daily). Este artigo é conteúdo informativo e não constitui aconselhamento financeiro.

Perguntas frequentes

Porque caiu a Novartis a 8 de setembro de 2026?

O del-desiran, tratamento para a distrofia miotónica tipo 1, falhou o objetivo principal do ensaio de fase III. Foi o terceiro revés clínico numa semana, depois do falhanço do pelacarsen, e as ações fecharam a perder 8,8%, o pior dia da história da empresa.

Porque está o petróleo a subir?

A tensão entre EUA e Irão no estreito de Ormuz e ameaças a infraestruturas energéticas no Golfo mantêm um prémio de risco elevado. O Brent chegou a roçar os 99,50 dólares e fechou nos 97,92, máximo de seis semanas.

O que vem a seguir para os mercados esta semana?

Reunião do BCE na quinta-feira (subida de 25 pontos base esperada), inflação ao consumidor dos EUA na sexta-feira, resultados da Oracle e a reunião da Reserva Federal na semana seguinte.

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