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Rio Tinto obtém consentimento aborígene para a mina de cobre e ouro de Winu, com produção prevista até 2030
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A Rio Tinto obteve o consentimento do povo Nyangumarta para a mina de cobre e ouro de Winu, na Austrália Ocidental, através de um Acordo de Projeto que define a participação da comunidade e medidas de proteção ambiental e cultural. O projeto, detido a 70% pela Rio Tinto e a 30% pela Sumitomo Metal Mining, ainda depende de aprovações regulatórias e de uma decisão final de investimento.
A Rio Tinto garantiu o consentimento de um grupo aborígene para o projeto de mina de cobre e ouro de Winu, na Austrália Ocidental, ultrapassando uma etapa determinante para o desenvolvimento do empreendimento, que a mineira pretende colocar em produção até 2030, segundo noticiou a Investing.com na quarta-feira.
De acordo com a informação divulgada, a Nyangumarta Warrarn Aboriginal Corporation (NWAC) e a Rio Tinto assinaram um Acordo de Projeto que define a forma como o povo Nyangumarta participará no planeamento e no desenvolvimento da mina, incluindo medidas de proteção ambiental e de salvaguarda do património cultural aborígene.
O que prevê o acordo
Ao abrigo do documento, o povo Nyangumarta deu o seu consentimento à construção da mina e das infraestruturas associadas nas suas terras tradicionais. O projeto continua, no entanto, dependente de autorizações regulatórias e de outras aprovações, bem como de uma decisão final de investimento por parte da empresa.
Winu situa-se a cerca de 300 quilómetros a sul de Broome, no Grande Deserto de Areia, na Austrália Ocidental. É o projeto de cobre "greenfield" mais avançado da Rio Tinto no curto prazo e uma peça central da estratégia da mineira para expandir o seu portefólio de cobre, um metal cuja procura tem sido impulsionada pela eletrificação e pela transição energética.
Estrutura da parceria
A Rio Tinto será responsável pelo desenvolvimento e pela operação de Winu, com uma participação de 70% na joint venture. Os restantes 30% pertencem à japonesa Sumitomo Metal Mining, indicou a Investing.com.
O anúncio surge num contexto em que as grandes mineiras procuram reforçar a exposição ao cobre, e numa altura em que a Rio Tinto tem dado particular atenção às relações com as comunidades indígenas na Austrália, após as críticas de que foi alvo em 2020 pela destruição dos abrigos rochosos de Juukan Gorge. As ações da Rio Tinto cotadas em Sydney recuaram cerca de 2,7% na sessão de quarta-feira, de acordo com os dados da Investing.com, num dia de queda generalizada dos preços do cobre.
Perguntas frequentes
Onde fica o projeto Winu?
A cerca de 300 quilómetros a sul de Broome, no Grande Deserto de Areia, na Austrália Ocidental.
Quem são os parceiros do projeto Winu?
A Rio Tinto, com 70% e responsabilidade pela operação, e a japonesa Sumitomo Metal Mining, com 30%.
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