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Warsh insiste no combate à inflação em primeiro discurso como presidente da Fed em Jackson Hole

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Warsh insiste no combate à inflação em primeiro discurso como presidente da Fed em Jackson Hole
Foto de Giorgio Trovato no Unsplash

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No seu primeiro discurso em Jackson Hole como presidente da Fed, Kevin Warsh disse que o foco predominante do banco central deve estar nos preços, mantendo inflação acima da meta de 2%. Não deu orientação explícita sobre taxas. As yields a dois anos subiram, as de longo prazo caíram, e as bolsas fecharam em alta.

O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Kevin Warsh, defendeu esta sexta-feira que o combate à inflação continua a ser a prioridade do banco central norte-americano, no primeiro grande discurso desde que assumiu a liderança da instituição em maio. As declarações foram feitas no simpósio económico de Jackson Hole, no Wyoming, cujo tema este ano é "Inovação Financeira: Implicações para Pagamentos e Política".

Segundo a Reuters e a CNBC, Warsh afirmou que, com a inflação ainda bem acima da meta de 2% da Fed, "o foco predominante do banco central deve estar nos preços". O responsável disse-se "impressionado com o desempenho geral da economia", que classificou como tendo reforçado nos últimos meses.

No discurso, com cerca de 30 minutos, Warsh manteve a estratégia de não fornecer orientação explícita ("forward guidance") sobre a trajetória futura das taxas de juro, uma opção que já lhe tinha valido críticas de analistas e investidores por dificultar a antecipação das decisões do banco central.

Na sequência das declarações, as yields das obrigações do Tesouro a dois anos subiram cerca de 8 pontos base, enquanto as taxas das obrigações a 10 e 30 anos recuaram, um movimento conhecido como "bear flattener" que reflete expectativas de uma postura mais restritiva no curto prazo. Nos mercados acionistas, o Dow Jones e o S&P 500 valorizaram cerca de 0,4% e 0,3%, respetivamente, enquanto o Nasdaq Composite liderou os ganhos com uma subida de 0,5%.

Segundo dados citados pela Reuters, os investidores atribuem atualmente uma probabilidade de cerca de 34% a uma subida das taxas de juro na reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) marcada para 15 e 16 de setembro. Warsh foi nomeado presidente da Fed em maio e presidiu até agora a apenas uma reunião do FOMC, na qual manteve a taxa de referência no intervalo entre 3,5% e 3,75%.

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