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Fecho de mercado, 21 de julho: os chips reanimam Wall Street e a Nvidia puxa a corda

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Fecho de mercado, 21 de julho: os chips reanimam Wall Street e a Nvidia puxa a corda
Foto de Coolcaesar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) no Unsplash

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A 21 de julho de 2026, Wall Street fechou em alta e travou três sessões de perdas: S&P 500 +0,89%, Nasdaq +1,29% e Dow +0,74%. A recuperação dos chips, com a Nvidia à frente, e uma época de resultados forte deram o tom. A Europa e a maior parte da Ásia também subiram.

Terça-feira acabou com Wall Street a respirar de alívio. 📈 Depois de três dias em queda, os três grandes índices americanos fecharam todos em alta. O que virou o jogo foram os chips e, mais uma vez, a Nvidia esteve no centro de tudo.

Aqui fica o resumo do dia, das notícias mais importantes para as que ficam a caminho.

1. Os chips voltam e Wall Street respira

Foi a história do dia. 💸 O Nasdaq, mais carregado de tecnologia, subiu 1,29%. O S&P 500 ganhou 0,89% e o Dow avançou 0,74%. Os três travaram uma série de três sessões negativas.

O motor foi a Nvidia. Na semana passada, o mercado tinha andado nervoso com o medo de uma "bolha" na inteligência artificial e vendeu tudo o que cheirava a IA. Ontem a história inverteu-se. A Nvidia veio dizer que a próxima plataforma de chips, a Vera Rubin, continua no prazo para chegar aos data centers e comparou-se diretamente à concorrência, garantindo que o seu novo processador Vera é mais rápido que o Turin da AMD.

Por cima disto, a Nvidia revelou uma posição de 9,3% na Nebius, uma empresa de infraestrutura de IA. As ações da Nebius dispararam 6,8%. Quando a maior empresa de chips do mundo compra uma fatia de um fornecedor, o mercado lê isso como um voto de confiança em toda a cadeia.

Contexto para levares: um índice não sobe sozinho. Quando poucas empresas pesam tanto, um dia bom da Nvidia arrasta o resto. É força e é fragilidade ao mesmo tempo.

2. A época de resultados está a correr bem (com exceções)

Estamos no meio da temporada de resultados do segundo trimestre e os números têm surpreendido pela positiva. Cerca de 87% das empresas do S&P 500 que já reportaram bateram as estimativas de lucro.

Dois destaques do lado bom 👇

🎯 A General Motors bateu as previsões nas vendas e nos lucros e subiu perto de 5%.

🎯 A 3M saltou mais de 7% depois de resultados acima do esperado.

Mas nem tudo foram festas. A Danaher afundou 13,7% depois de apontar receitas mais fracas para o próximo trimestre. A Equifax caiu cerca de 7% pelo mesmo motivo: previsões abaixo do que o mercado queria ouvir.

A leitura é simples. Neste momento o mercado premeia quem bate estimativas e castiga sem dó quem dá sinais de abrandamento à frente. Os resultados do passado contam menos do que o que a empresa diz sobre o futuro.

3. A Europa fecha em alta com a tecnologia à frente

Do outro lado do Atlântico, o dia também foi verde. O STOXX 600, o índice das principais empresas europeias, subiu 0,6% para 643,19 pontos e travou dois dias de perdas.

A tecnologia liderou, com um ganho de 2,1% no setor. A ASML e a ASMI, duas fabricantes de equipamento para chips, subiram 4,7% e 5,4%. Ou seja, o otimismo dos chips não ficou só nos Estados Unidos.

Na saúde, a farmacêutica suíça Novartis ganhou 2,2% depois de bater as estimativas de lucro operacional do trimestre.

Tudo isto apesar do petróleo. O Brent subiu mais de 2,5% depois de ataques dos EUA a alvos no Irão durante a noite. Normalmente um salto do petróleo pesa nas bolsas europeias, mas ontem a força da tecnologia falou mais alto.

4. A Ásia recupera do susto da IA

A sessão asiática, que fecha antes de a Europa e os EUA abrirem, deu o tom para o dia.

🗓️ Tóquio foi a estrela: o Nikkei 225 disparou 3,3% para 66.232,19 pontos.

🗓️ Na China, o Shanghai Composite subiu 1,8%.

🗓️ Em Hong Kong, o Hang Seng ficou praticamente na mesma, a recuar menos de 0,1%.

O pano de fundo é o mesmo: depois de semanas a vender ações ligadas à IA por medo de uma bolha, o Japão e a Coreia do Sul recuperaram parte das perdas. O Kospi, o índice coreano, chegou a ganhar mais de 50% este ano, mas tinha perdido mais de 20% no último mês com os investidores a realizar lucros.

5. No pano de fundo: tarifas e petróleo

Duas notícias macro para não perderes de vista.

Primeira: as tarifas. Na segunda-feira, os Estados Unidos aplicaram uma tarifa de 50% à maioria dos bens do Canadá. E o representante de comércio americano deixou o aviso de que podem estar a caminho novas tarifas a mais países.

Segunda: o petróleo e o Médio Oriente. O Brent subiu com os ataques no Irão. Petróleo mais caro significa mais custos para empresas e mais pressão sobre a inflação, por isso é um fator que continua a mexer com o humor das bolsas.

O fecho dos principais índices

Índice Fecho Variação
S&P 500 (EUA) 7.509,20 +0,89%
Nasdaq Composite (EUA) 25.837,21 +1,29%
Dow Jones (EUA) 52.224,64 +0,74%
STOXX 600 (Europa) 643,19 +0,6%
Nikkei 225 (Japão) 66.232,19 +3,3%
Shanghai Composite (China) 3.864,37 +1,8%
Hang Seng (Hong Kong) 25.132,29 −0,1%

O que fica no radar

O grande momento chega já ao fecho de terça: a Tesla apresenta resultados e o mercado espera a maior reação da ação a resultados em cerca de um ano. Ainda esta semana reportam a Alphabet e a IBM, dois pesos-pesados que vão testar de novo o apetite por tecnologia.

No plano macro, os olhos ficam nas tarifas ao Canadá e na possibilidade de novas medidas comerciais, além da evolução do petróleo depois dos ataques no Irão. São estes os fios que vão continuar a puxar o mercado nos próximos dias.

Nota: os valores acima são fechos de sessão de 21 de julho de 2026 e podem variar consoante a fonte. Este é conteúdo informativo sobre o que aconteceu nos mercados, não é aconselhamento financeiro.

Perguntas frequentes

Porque subiram as ações dos chips a 21 de julho de 2026?

Depois de uma semana de vendas ligadas ao receio de uma bolha na inteligência artificial, a Nvidia reforçou a confiança: disse que a próxima plataforma Vera Rubin está no prazo para chegar aos data centers e revelou uma posição de 9,3% na Nebius. O setor recuperou e puxou o Nasdaq.

Que empresas se destacaram nos resultados?

A General Motors e a 3M bateram as estimativas e subiram. Do outro lado, a Danaher caiu perto de 14% e a Equifax cerca de 7% depois de previsões abaixo do esperado. Cerca de 87% das empresas do S&P 500 que já reportaram superaram as estimativas de lucro.

O que está no radar dos investidores esta semana?

Os resultados da Tesla, esperados ao fecho de terça, e ainda os da Alphabet e da IBM nos dias seguintes. No plano macro, as novas tarifas de 50% sobre bens canadianos e a evolução do petróleo depois dos ataques no Irão.

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