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Japão revê em alta crescimento do segundo trimestre para 1,4% anualizado; mercado antecipa subida de juros do BoJ

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Japão revê em alta crescimento do segundo trimestre para 1,4% anualizado; mercado antecipa subida de juros do BoJ
Foto de Louie Martinez no Unsplash

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O Japão reviu o crescimento do PIB do segundo trimestre de 2026 para 1,4% anualizado, acima da estimativa inicial de 1,1%, graças a um investimento empresarial menos fraco. Os salários reais subiram 2,4% em julho e os mercados atribuem 98% de probabilidade a uma subida da taxa do BoJ para 1,25% em setembro.

A economia japonesa cresceu mais do que inicialmente estimado no segundo trimestre de 2026, de acordo com dados revistos divulgados esta terça-feira, 8 de setembro, pelo Gabinete do Governo. O Produto Interno Bruto expandiu-se a um ritmo anualizado de 1,4% entre abril e junho, acima da primeira estimativa de 1,1%, embora abaixo da mediana das previsões dos economistas, que apontava para 1,6%, segundo a Reuters.

Em termos trimestrais, sem anualização, o PIB cresceu 0,4%, em linha com o esperado e acima da leitura preliminar de 0,3%.

A revisão em alta reflete sobretudo o investimento das empresas. O investimento em capital fixo caiu 0,9% no trimestre, uma queda menor do que a descida de 1,2% estimada inicialmente, embora ligeiramente pior do que a previsão de 0,8% dos economistas. Dados divulgados na semana anterior tinham mostrado que as empresas japonesas aumentaram em 1,6% o investimento em fábricas e equipamentos face ao mesmo período do ano anterior.

O consumo privado, que representa mais de metade da economia japonesa, manteve-se estável, sem alteração face aos dados iniciais. A procura externa contribuiu com 0,5 pontos percentuais para o crescimento, enquanto a procura interna retirou 0,1 pontos, uma melhoria face aos 0,2 pontos negativos da primeira estimativa.

Kento Minami, economista sénior da Daiwa Securities, citado pela Reuters, considerou notável que o crescimento se tenha mantido a este nível num trimestre em que a situação no Médio Oriente poderia ter exercido pressão descendente sobre a atividade, e afirmou que o Banco do Japão (BoJ) pode avançar com subidas de juros.

Dados salariais também divulgados esta terça-feira mostraram que os salários reais, ajustados à inflação, subiram 2,4% em julho face ao ano anterior, o maior aumento desde maio de 2021 e o sétimo mês consecutivo de ganhos.

O BoJ elevou a taxa diretora para 1% em junho, o nível mais alto em 31 anos, e mantém-se sob pressão para continuar a subir os custos de financiamento, num contexto de pressões inflacionistas ligadas ao conflito no Médio Oriente e à depreciação do iene. Segundo a corretora Tokyo Tanshi, os swaps de taxa de juro atribuem uma probabilidade de 98% a uma subida de 25 pontos base, para 1,25%, na reunião de setembro, e descontam totalmente uma nova subida para 1,5% até janeiro.

Perguntas frequentes

Porque foi revisto em alta o PIB do Japão?

A revisão reflete sobretudo o investimento das empresas, que caiu 0,9% no trimestre em vez dos 1,2% estimados inicialmente, segundo o Gabinete do Governo japonês.

O Banco do Japão vai subir juros em setembro?

Segundo a corretora Tokyo Tanshi, os swaps atribuem 98% de probabilidade a uma subida de 25 pontos base, para 1,25%, na reunião de setembro.

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