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Nvidia dispara quase 9% e trava Wall Street antes do primeiro Jackson Hole de Warsh

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Nvidia dispara quase 9% e trava Wall Street antes do primeiro Jackson Hole de Warsh
Foto de Coolcaesar, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — sede da Nvidia em Santa Clara, Califórnia no Unsplash

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A Nvidia reportou receita de 96,2 mil milhões de dólares, mais 106% ano a ano, e lucro por ação de 2,22 dólares, mais 111,4%. A ação disparou quase 9%, acrescentando cerca de 374 mil milhões de dólares em valor de mercado.

As notícias mais importantes de quinta-feira, 27 de agosto

1. Nvidia bate expectativas e dispara quase 9%

A Nvidia reportou receita de 96,2 mil milhões de dólares no segundo trimestre fiscal, mais 106% do que há um ano, e lucro por ação de 2,22 dólares, mais 111,4%. A empresa guiou para 106 a 110 mil milhões de dólares de receita no trimestre seguinte, acima do que os analistas esperavam, e a CFO Colette Kress falou em crescimento de receita de 70% para o ano fiscal de 2028. A ação chegou a disparar quase 9% em bolsa, acrescentando cerca de 374 mil milhões de dólares em valor de mercado.

Porquê importa: a Nvidia é hoje o motor do mercado acionista dos EUA. Pesa tanto nos índices que um resultado seu move o Nasdaq e o S&P 500 sozinho, e arrasta consigo semicondutores e software em todo o mundo, incluindo na Europa e na Ásia.

2. Okta sobe 27% com resultados fortes e guidance revista em alta

A Okta reportou receita de 805 milhões de dólares, mais 11% do que há um ano, e lucro ajustado por ação de 1,05 dólares, contra 0,91 dólares no ano anterior. A empresa subiu a guidance de receita anual para entre 3,216 e 3,226 mil milhões de dólares, e viu as reservas de subscrição (RPO) crescerem 17%, para 4,86 mil milhões de dólares. Vários bancos, entre eles Morgan Stanley, BMO, Jefferies e Wells Fargo, subiram o preço-alvo da ação depois dos resultados.

Porquê importa: mostra que a corrida à segurança de identidades digitais, agora também ligada a agentes de inteligência artificial e não só a pessoas, está a gerar procura real, não só promessas.

3. Autodesk cai 5% apesar de subir a guidance de receita

A empresa de software de design subiu as previsões de receita para o ano, mas baixou o ponto médio da previsão de geração de caixa. O mercado penalizou a ação com uma queda de 5%.

Porquê importa: lembra que resultados "bons" no papel não chegam sempre para a bolsa. Os investidores olham para os detalhes, e aqui o cash flow pesou mais do que a receita.

4. Wall Street puxa a Ásia e a Europa, mas com força desigual

No Japão, o Nikkei 225 fechou a subir 0,41%, para 66.405,56 pontos, e o Topix avançou 0,72%. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 1,79%, para 6.788,88 pontos, penalizado por realizações de mais-valias nos fabricantes de memória depois da recente subida ligada à Nvidia. Na China, o CSI 300 recuou 0,46%.

Na Europa, o quadro ficou dividido: o Stoxx 600 fechou a cair 0,2%, o DAX alemão praticamente estagnou (-0,03%), o CAC 40 francês subiu 0,24% e o FTSE 100 britânico perdeu 0,42%. Os semicondutores europeus subiram com força, mas os índices gerais ficaram divididos entre o otimismo tecnológico e a cautela com energia e política orçamental em alguns países.

Porquê importa: mostra que o entusiasmo com a Nvidia não se espalhou de forma uniforme pelo mundo. O apetite por tecnologia coexistiu com cautela noutros setores e noutras praças.

5. Petróleo e ouro recuam a caminho do fim de semana

O brent recuou 0,4%, para 89,33 dólares o barril, e caminha para uma queda semanal superior a 5%. O ouro cedeu 0,5%, para 4.579 dólares a onça.

Porquê importa: sinal de que os investidores estão a aliviar coberturas defensivas e a rever expectativas sobre procura de energia, num momento em que os olhos estão postos na política monetária dos Estados Unidos.

Fecho dos principais índices

Índice Fecho Variação
S&P 500 7.730,99 +0,72%
Nasdaq Composite 26.541,35 +1,57%
Dow Jones 53.569,44 +0,20%
Stoxx 600 -0,20%
DAX (Alemanha) -0,03%
CAC 40 (França) +0,24%
FTSE 100 (Reino Unido) -0,42%
Nikkei 225 (Japão) 66.405,56 +0,41%
Kospi (Coreia do Sul) 6.788,88 -1,79%
CSI 300 (China) -0,46%

O que fica no radar

Hoje, sexta-feira, os mercados têm os olhos postos em Jackson Hole. Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal, sobe ao palco pela primeira vez neste simpósio anual, às 8h de Nova Iorque, para o discurso mais aguardado da semana. O mercado está dividido: os mercados de previsão atribuem apenas cerca de 8% de probabilidade a Warsh usar explicitamente a expressão "corte de juros", e os analistas não esperam um sinal claro sobre a decisão de setembro. Seja qual for o tom, mais dovish ou mais hawkish, a maior parte do movimento nos mercados deverá concentrar-se nas duas horas seguintes ao discurso.

Depois de Jackson Hole, o calendário aponta para novos dados de emprego e inflação nas próximas semanas, que vão continuar a moldar as apostas sobre o próximo passo da Fed em setembro. Do lado das empresas, a época de resultados do trimestre está a chegar ao fim, mas ainda há relatórios importantes por publicar nos próximos dias.

Os valores apresentados referem-se aos fechos da sessão de quinta-feira, 27 de agosto de 2026, em Wall Street, na Ásia e na Europa. Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento financeiro.

Perguntas frequentes

Porquê é que a Nvidia é tão importante para os mercados?

A Nvidia é o motor do mercado acionista dos EUA. Pesa tanto nos índices que um resultado seu move o Nasdaq e o S&P 500 sozinho, e arrasta consigo semicondutores e software em todo o mundo, incluindo na Europa e na Ásia.

Como reagiu a Europa aos resultados da Nvidia?

O quadro ficou dividido. Os semicondutores europeus subiram com força, mas os índices gerais mantiveram-se cautelosos. O Stoxx 600 caiu 0,2%, o DAX alemão estagnou e o FTSE 100 britânico perdeu 0,42%, enquanto o CAC 40 francês subiu 0,24%.

O que é Jackson Hole e porquê importa agora?

Jackson Hole é um simpósio anual onde líderes monetários fazem discursos importantes. Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal, sobe ao palco pela primeira vez, com mercados à espera de sinais sobre cortes de juros em setembro.

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