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Reservas cambiais do Japão caem 79,6 mil milhões de dólares em agosto, a maior queda de sempre, após intervenção recorde no iene

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Reservas cambiais do Japão caem 79,6 mil milhões de dólares em agosto, a maior queda de sempre, após intervenção recorde no iene
Foto de Franck V. no Unsplash

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As reservas cambiais do Japão caíram 79,6 mil milhões de dólares em agosto, para 1,208 biliões, a maior descida mensal de sempre. A queda resulta da intervenção recorde de 15,4 biliões de ienes (cerca de 99 mil milhões de dólares) realizada entre 30 de julho e 26 de agosto para sustentar a moeda, que tinha caído para mínimos de 40 anos.

As reservas cambiais do Japão registaram em agosto a maior queda mensal de sempre, recuando 79,6 mil milhões de dólares, para 1,208 biliões de dólares, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Ministério das Finanças japonês e citados pela CNBC e pela Reuters. No final de julho, as reservas situavam-se em 1,287 biliões de dólares, o que representa uma descida de cerca de 6,2% num só mês.

A queda reflete a maior operação de intervenção cambial alguma vez realizada por Tóquio. De acordo com a Reuters, as autoridades japonesas gastaram 15,4 biliões de ienes, o equivalente a cerca de 98,7 mil milhões de dólares, entre 30 de julho e 26 de agosto, em compras de ienes contra dólares para travar a desvalorização da moeda. A descida das reservas foi liderada pela redução da carteira de títulos estrangeiros, maioritariamente obrigações do Tesouro norte-americano, que representam cerca de 70% das reservas do país.

O iene tinha atingido em 23 de julho um mínimo de 40 anos, nos 163,98 por dólar, pouco antes de Tóquio e Washington conduzirem uma operação conjunta de compra de ienes no final desse mês. Esta segunda-feira, a moeda japonesa valorizava cerca de 1%, para perto dos 154,5 por dólar, segundo a Trading Economics, depois de ter ganho mais de 2% na semana passada.

A recuperação recente da moeda é atribuída à expectativa crescente de que o Banco do Japão suba as taxas de juro na reunião deste mês. Takuji Aida, conselheiro económico da primeira-ministra Sanae Takaichi, afirmou que o banco central deverá aumentar as taxas em setembro e voltar a fazê-lo até janeiro do próximo ano, segundo a Trading Economics. Os mercados apontam ainda para o desmontar de operações de carry trade e para a pressão política dos Estados Unidos no sentido de um iene mais forte. A taxa de referência do Banco do Japão situa-se atualmente em 1%.

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