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Shell revê em alta a produção de gás para o segundo trimestre apesar da paragem no Qatar
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A Shell reviu em alta a produção de gás integrado para o segundo trimestre (610.000-650.000 boed), apesar da paragem da unidade Pearl no Qatar em março. Ainda assim, representa queda de 30% face ao primeiro trimestre.
A Shell reviu em alta a estimativa de produção da sua divisão de gás integrado para o segundo trimestre, ao mesmo tempo que sinalizou resultados de trading mais fortes, de acordo com a nota de atualização trimestral divulgada esta terça-feira pela petrolífera britânica.
Segundo o comunicado, a empresa passou a apontar para uma produção de gás integrado entre 610.000 e 650.000 barris de equivalente de petróleo por dia (boed) no período de abril a junho, acima da anterior projeção, que se situava entre 580.000 e 640.000 boed. Ainda assim, o valor representa uma quebra de cerca de 30% face aos 909.000 boed registados no primeiro trimestre.
A descida em cadeia é explicada, de acordo com a Shell, pela paragem da unidade de gás para líquidos Pearl, no Qatar, cuja produção foi interrompida em março na sequência de um ataque à zona industrial de Ras Laffan. A empresa não avançou uma data para o regresso à plena capacidade.
A companhia indicou ainda esperar que os resultados de trading e otimização no segmento de gás integrado sejam "significativamente superiores" aos do primeiro trimestre. Já os resultados na unidade de produtos químicos e de refinação, que inclui a mesa de negociação de petróleo do grupo, deverão ficar em linha com o desempenho robusto do trimestre anterior.
Para a produção de upstream, a Shell aponta para um intervalo entre 1.750 e 1.850 mil boed no segundo trimestre, face a 1.843 mil boed no primeiro, com custos operacionais subjacentes estimados entre 2,2 e 2,6 mil milhões de dólares.
Os resultados completos do segundo trimestre de 2026 estão agendados para 30 de julho, data em que a empresa deverá detalhar o impacto do conflito no Médio Oriente nas suas operações.
Perguntas frequentes
Porquê desceu tanto a produção de gás da Shell entre trimestres?
A descida de cerca de 30% deve-se à paragem da unidade de gás para líquidos Pearl, no Qatar, cuja produção foi interrompida em março após um ataque à zona industrial de Ras Laffan. A Shell não confirmou ainda quando a unidade regressará à plena capacidade.
Se a produção caiu, porque é que a Shell reviu em alta as estimativas?
A Shell aumentou a projeção do intervalo de produção para o segundo trimestre (610.000-650.000 boed versus anterior 580.000-640.000 boed), refletindo uma visão mais otimista para esse período específico, apesar da paragem no Qatar continuar a impactar os resultados globais.
Quando saberemos o impacto completo deste ataque nas operações da Shell?
A Shell divulgará os resultados completos do segundo trimestre de 2026 a 30 de julho, altura em que detalha o impacto do conflito no Médio Oriente nas suas operações e na recuperação da unidade Pearl.
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